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13 de agosto de 2014

Viagem a Foz do Iguaçu


Após marcarmos o casamento resolvemos que faríamos uma viagem de lua de mel, e começamos a procurar os destinos. Organizando as despesas e verificando distâncias e gastos optamos por Foz do Iguaçu, afinal não é muito longe de casa, e tem muita coisa pra ver, dentre elas, é claro, as Cataratas do Iguaçu que é Patrimônio da Humanidade e a Usina Hidroelétrica de Itaipu, que é simplesmente a maior geradora de energia do mundo.
Começamos decidindo quanto tempo ficar, e foram 5 dias (os 5 dias que tivemos direito a folga por causa do casamento) e como ir: optamos por ir de carro, pois fica a 720Km daqui de Lages/SC, mais ou menos 10h de viagem.
Depois disso decidido comecei minha busca na internet para reservar hotel, descobrir o que visitar, e como funcionavam os horários e entradas nos parques etc. Isso incluiu uma pesquisa de como dar uma esticadinha no Paraguai para algumas compritchas sem cair em cilada.
Escolhemos o Hotel Nadai, eu pesquisei no trip advisor e gostei das avaliações. Para reservar eu estava quase fechando a reserva pela internet, quando lembrei da CVC, então mandei um e-mail para a agência cotar o preço e saiu bem mais barato.
O Hotel é muito bom, é um 4 estrelas (nos demos a esse luxo por estarmos em lua de mel), quartos bem confortáveis, não muito espaçosas, mas é bom, com fitness, piscina, spa e tudo mais. O café da manhã é bem variado, excelente. E o restaurante do hotel é ótimo, jantamos 3 noites lá mesmo, um cardápio bem bacana.
Enfim depois de deixar o hotel reservado, parti para compra dos ingressos para vistas às Cataratas e à Itaipu , tudo pelo seus respectivos sites com cartão de crédito, super fácil. Ingressos Cataratas do Iguaçu e Ingressos Itaipu Binacional.
Resolvidos as duas visitas principais, vamos as pesquisas para descobrir mais coisas a se fazer em Foz. Encontrei boas dicas nos sites Viaje na viagem, Matraqueando, Mochileiros, Meu destino - Compras no Paraguai, Paraguai Pink.

1º Dia - Dirigindo o dia todo

Saímos de Lages no domingo pela manhã, umas 8:30, a viagem foi bem tranquila, a estrada é boa, e na divisa dos estados nos município de Água Doce/SC e Palmas/PR tem uma usina eólica que se estende por alguns quilômetros, nos brindando com uma paisagem lindíssima.
Chegamos em Foz do Iguaçu ao anoitecer. Jantamos no hotel mesmo, e após demos uma circulada pela cidade para nos localizarmos.







2º Dia - Visita as cataratas e Free Shop

Saímos do hotel por volta das 9:30h, antes de ir às cataratas resolvemos visitar o Marco das Três Fronteiras. É um lugar bem retirado e passa por um bairro meio favela, eu já estava ficando com medo. Então a gente chega no Marco, e está tudo abandonado lá. Só descemos do carro porque vimos uns outros turistas tirando fotos, e um guardinha passou fazendo a ronda. Mas é um lugar que nem pense em ir à noite. Lá não tem nada de mais pra ver, é uma área arborizada, que era pra ser bonita mas está muito mal cuidado, tem um tipo de obelisco dizendo que ali é o Marco das Três Fronteiras - Brasil - Paraguai - Argentina, e tem uma lojinha. De lá dá pra avistar o rio que divide as fronteiras, e uma construção redonda de madeira, muito bonita mas que eu não tenho ideia do que seja. É essa primeira foto. (Alguém me diz o que é isso?)





Saindo do Marco das 3 fronteiras fomos às Cataratas, a visita às Cataratas é super bacana, você paga 29,20 se for brasileiro, para estrangeiros é mais caro (preço de abril /2014). Isso dá direito a entrada no parque e ao transporte. Na entrada tem estacionamento para carros (pago a parte) e para ônibus de turismo. Então você entra no centro de visitantes, lá tem lojinhas, lanchonete, banheiros e os guichês para comprar os ingressos ou algum passeio extra que você queira adquirir, tipo macuco safári. Nós fizemos só a visita comum mesmo. Então você entra no parque e fica esperando o ônibus, que leva os visitantes às cataratas, ele sai a cada 15 minutos, e passa por vários pontos do parque, você pode descer em qualquer ponto, e depois pegar outro ônibus para continuar subindo para as cataratas.
Para quem vai somente ver as cataratas a dica é descer no ponto número 3, assim você continua a subida  a pé, e as cachoeiras vão se revelando aos poucos pela estrada até chegar na maior. Foi o que não fizemos :D nós fomos direto ao último ponto que é na última e maior, onde tem o restaurante e etc.
Almoçamos lá, o restaurante é um buffet, normal nada de sofisticação, mas tem bastante variedade.
Nas cataratas você vai encontrar gente de tudo quanto é lugar. Como fomos em uma segunda-feira, estava bem calmo, pouca gente, mas era bem diversificado. Gente falando inglês, espanhol, um grupo de janponeses (as mulheres morrem de medo do sol, estavam com chapéus e lenços cobrindo o colo e as orelhas, tipo uau!). Já um casalzinho que estava almoçando na mesa ao lado da nossa, e tinham a maior cara de europeus, (falavam inglês), não estavam nem se preocupando com o sol, os dois super branquelos, de short, regata e chinelo, curtindo o solzinho e a caipirinha. Eu nunca pensei em tomar caipirinha acompanhando a refeição(!).
Após o almoço é que fomos verdadeiramente conhecer as cataratas, e aí não tem explicação, é só ver as fotos mesmo.
Obs. vá com roupas e calçado confortáveis, pois você vai caminhar bastante.




Quati

Vista do restaurante





Li muitas dicas que diziam que é legal passar um dia inteirinho nas cataratas, e que também é legal reservar outro dia pra ir ao lado Argentino delas. Nós não ficamos tanto tempo assim lá, mas deu pra ver tudo direitinho, aí depende do que você quer fazer. Também optamos por não ir ao parque pelo lado argentino, e não nos arrependemos.
Após sair das Cataratas, no final da  tarde, fomos ao free shop de Puerto Iguazu, que já fica do lado argentino da fronteira, é o Duty Free Shop Puerto Iguazu, nós não tínhamos intenção de grandes compras, mas fomos conhecer. Pensamos em pesquisar um precinho bacana para comprar uma nova câmera fotográfica, dessas semi profissionais, celular moderno, se tivesse num preço bom, chocolatinhos importados e eu é claro estava querendo uma base Yves Saint Laurent, que eu cometi a loucura de comprar aqui no Brasil para testar (parcelada em 18 vezes kkkk) e que é maravilhosa, mas é caríssima, minha esperança era o free shop :D
O free shop é bem bacana, e bem variado, não é muito grande mas dá pra se divertir bastante, se é que me entendem, o complicado é ir sem grana, (tipo eu naquele dia).
O marido ficou me controlando, é claro, e ainda bem. Mas quando viu vinhos ele mesmo perdeu o auto controle. Nos eletrônicos os preços estavam equiparados às lojas comuns, então, não estava valendo a pena. Os vinhos estavam com preços bons, doces balas e bombons não tinham um grande desconto mas também estava legal, agora nos cosméticos 'amiga', eu ficaria horas passeando! Os perfumes estavam com um preço muito bom, cremes e loções também. Encontrei minha querida base YSL por meros US$ 40,00, o que em reais não é muito barato, mas comparado ao preço da Sephora, por exemplo, daria pra levar 3. Pior que só tinha muito clara, tipo para peles que nunca viram o sol, e muito escura, tipo pra pele negra mesmo. E a minha cor não tinha, calcei a cara no 'portunhol' e pedi pra mocinha se ela não tinha guardado um último frasco âmbar, em algum lugar ermo. Ela foi procurar no estoque, mas não tinha mesmo (tristeza infinita). Como a base YSL era minha meta, e eu prometi a mim mesma que não iria comprar coisas que eu ainda tinha um estoque em casa, (tipo shampoo, creme hidratante... blábláblá), eu acabei desanimando. Usando o mantra da Natura Sou "Por que você precisa do que não precisa?"  Ainda assim comprei um primer da smashbox, que estava bem em conta. Paguei US$ 10,00 (que dava na época uns 28,00) e hoje pesquisando na Sephora está R$ 79,00 . Também um auto bronzeador Australian Gold por US$ 14,00, que está encalhado na minha gaveta esperando o verão. Esperando ansiosamente o verão.
Mesmo que você, como nós, esteja sem grana, é legal ir conhecer o free shop.
Após tanto bate perna voltamos ao hotel, e ficamos por lá descansando, afinal no outro dia seria a tão esperada visita à Itaipu.




3º dia - Visita à Itaipu e a saga de ir à Ciudad Del Este

Nesse dia saímos cedinho do hotel, pois nossa visita à Itaipu estava marcada para as 8:30.
No site é possível comprar vários tipos de passeios, nós escolhemos o Circuito Especial, que é um pouco mais caro, mas você pode entrar na usina e conhecer o funcionamento interno das coisas. O marido é apaixonado por essas coisas, por isso optamos por esse circuito, e não nos arrependemos.
A gente chega na recepção e tem um centro de visitantes com lojinhas, cafeteria, artesanatos. Tem o carro elétrico, que você pode dar uma voltinha, mediante um pagamento, é claro. Então você entra em um auditório, onde é passado um vídeo com a história da construção da usina, e após segue para a visita.
O circuito especial é muito legal, começa com a visita panorâmica e depois a gente entra na usina, vê as salas de controle e até uma turbina em funcionamento. Eu achei o máximo as salas de controle, que são cheias de computadores e telas parecem a Nasa que a gente vê nos filmes.





Saímos da Itaipu, por volta do meio dia, fizemos um lanche, lá mesmo, como almoço. Poderíamos passar o dia todo lá, pois existem vários outros passeios que poderiam ser feitos. Mas a tarde a gente queria ir ao Paraguai, então partimos para essa nova aventura.
Nós nunca tínhamos ido ao Paraguai antes, e quando vamos nos aproximando da fronteira as coisas começam a ficar assustadoras.
Como estávamos de carro resolvemos ir direto (geralmente as agências de turismo dos hotéis oferecem transfer para compras no Paraguai e no Free Shop). Quando nos aproximamos da ponte da Amizade, uns 3Km antes, fomos atacados por motoqueiros e panfleteiros perguntando se íamos cruzar a ponte, meu marido falou que não, (pois íamos cruzar a pé, nada de levar nosso carro para o lado paraguaio), aí o motoqueiro disse que tinha estacionamento do lado brasileiro, muito seguro e etc. O marido deu papo pra ele e acabou indo até o estacionamento, mas eu não gostei não, ficava numa ruazinha, eu sou muito desconfiada, então saímos de fininho dizendo que voltaríamos depois.
Entramos novamente na rodovia, e quanto mais se aproxima da ponte mais panfleteiros, e motoqueiros te atacam. Tem muito motoboy que faz serviço de cruzar a ponte, muita gente querendo "te ajudar". Fizemos o último retorno antes da fronteira, em meio a um trânsito caótico, e voltamos procurando um estacionamento de confiança.
Eu vi um estacionamento grande, com placas e tals, achei que devia ser confiável e resolvemos estacionar lá. R$ 20,00 para deixar o carro a tarde toda (caro né?). Deixamos tudo no carro, só levamos carteira com dinheiro e documentos, e uma mochila para trazer as coisas. 5 minutos de caminhada e atravessamos a ponte, naquele dia o trânsito a pé estava bem calmo. Mas eu sou bem desconfiada então não tirei a mão da minha bolsa. Eu levei impresso algumas dicas de lojas e shopping's confiáveis, que peguei na internet, mas antes de começar a procurá-las fomos, novamente, atacados por um panfleteiro, só que desta vez foi mais difícil de fugir porque estávamos a pé. O problema é que o marido não sabe ignorar as pessoas, e acabou dando conversa pro cara, que acompanhou a gente, e queria mostrar a loja que ele estava fazendo propaganda. Eu fiquei morrendo de medo de ele levar a gente para um assalto. Aff, não façam isso nunca, não sigam um desconhecido.O cara foi no maior papo dizendo que tem muita pirataria, muito produto falsificado, que tem que tomar muito cuidado e tals.
Fomos até a tal loja do cara, e olhamos os produtos dele. Nossa meta era a câmera semi profissional o celular Samsung Galaxy. Porém nos apresentaram uns produtos meio suspeitos, a câmera tinha alguns desgastes, tava na cara que era usada (sabe-se lá se não era roubada) e o celular uma imitação barata, numa caixinha da Samsung.Tava barato, mas era pirata. em outras lojas da mesma galeria nos ofereceram um Sansung Galaxy por R$ 200,00, 100% falsifiqueichon! Saímos de lá, e o cara queria mostrar mais lojas pra gente, (que saco), e mais produtos piratas que ele garantia que eram originais (La garantía soy yo), tivemos que dizer delicadamente, que a gente ia comer alguma coisa e depois voltava.
Enfim estávamos livres no Paraguai, naquele comércio caótico cheio de barraquinhas com coisas penduradas por tudo que é canto, sacoleiros, gente trombando em você, sujeira na rua, e tudo mais. Eu já queria comprar edredons e cobertores lindos, toalhas de mesa bordadas, adoro essas coisas de casa, mas com o dinheirinho contado resolvi focar na meta.
Peguei minha lista de lojas confiáveis e fomos à luta. Entramos na Mega Eletônicos, e aí sim aparelhos originais que alivio. O negócio é que as coisas lá ficam trancadas em armários de vidro, e você só pega depois que compra. Localizamos as câmeras e começamos as contas para converter o valor em reais. Todas as lojas aceitam reais e dólares (é lógico), mas cada uma tem sua cotação, então é bom perguntar antes. Encontramos uma câmera Sony Alpha 3000, que ficaria por quase metade do preço no Brasil, e o Sansung Galaxy que eu queria era um Win Duos, e também estava uns 40% mais barato e desta vez era sim o original! Compramos a câmera, o celular, um cartão de memória para a câmera e um rádio de minion que é coisa mais lindinha e custava 10 dólares.
É claro que eu queria muito mais, pen drive de bichinhos, radinhos fofos, tablets, TV's, secador e prancha de cabelo, liquidificador, panela elétrica... é muita coisa. Mas com o dinheiro contado, paramos nossas compras por aí. Ainda tivemos que fazer uma parte no cartão, e a loja cobra uma taxa para compras no cartão de débito ou crédito.
Após o pagamento, a gente vai no segundo andar da loja para pegar e testar os produtos. Tudo direitinho, nota fiscal,  tudo na caixinha com manuais e etc.
Para voltar o marido ficou com medo de passar a ponte a pé novamente, então pegamos um táxi, que cobrou 10 reais, para nos deixar do outro lado (caro né?).
Aí felizmente nosso carro estava são, salvo e intacto no estacionamento e conseguimos sair daquele caos com nossa câmera e celular novos e um radinho fofo de minion .

A noite fomos jantar em Puerto Iguazu na Argentina, todos comentam que os restaurantes de lá são ótimo. Perguntamos para o pessoal do hotel se era seguro, e eles disseram que sim, podíamos ir sem medo.
Acreditem se quiser, era uma terça a noite e havia fila para cruzar a fronteira, tivemos que apresentar as identidades, não é passagem livre como na Ponte da Amizade. A cidade é bem simpática, tem um Cassino super chic, que só passamos pela frente, e na rua principal tem muitos restaurantes. Escolhemos o A Piecere, pedimos uma parrilla e uma massa, muito bom e não foi muito caro.




4º dia - Shopping e descanso
No nosso quarto dia em Foz do Iguaçu, nossas obrigações já estavam cumpridas.
Cataratas - ok
Itaipu - ok
Compras no Paraguai - ok
Puerto Iguazu - ok
Que bom, porque desabou uma chuva medonha, então fomos para o shopping. Almoçamos no vuco vuco de um shopping lotado em plena quarta-feira, passeamos pelas lojinhas, eu, é claro fui à livraria. As livrarias aqui da cidade são bem pequenas, então eu fico enlouquecida quando encontro uma livraria grande, com muitos títulos e lançamentos à disposição.
A tarde fomos ao cinema, assistimos Noé, e eu sinceramente não achei tão espetacular.



5º dia - Templo budista e volta pra casa
Saímos do hotel pela manhã, com as malas prontas pra ir embora. Porém antes de pegar a estrada eu insisti com o marido para irmos ao templo budista, pois eu tinha visto as fotos do lugar e achei que valia a pena conhecer.
Chegamos lá era umas 10h da manhã, e realmente é um lugar lindo, que vale muito a pena. A entrada é livre, mas, fica aberto só as 17h. São muitas estátuas, e tudo muito bem cuidado. Tem o templo, onde não é permitido fotografar, e o jardim que é esse das fotos abaixo. Também tem uma lojinha de souvenir's.





 Essa foi nossa lua de mel. Chegamos em casa ao anoitecer do 5º dia. A viagem foi muito linda e especial, adoramos mesmo.

21 de setembro de 2013

Passeios e viagens: Serra Gaúcha - Gramado, Canela e Bento Gonçalves

Em fevereiro de 2013 fizemos nossa tão sonhada viagem à serra gaúcha.
Desta vez não fiz bobagem, como na viagem pra Floripa, que eu contei aqui. Quando decidimos pela viagem comecei a pesquisar na internet, anotei os lugares que queria conhecer, os valores de entrada e etc, horários de funcionamento e fiz um roteiro para cada dia. Assim não precisaria ficar indo e voltando como aconteceu em Floripa.
É claro que o GPS, que levamos dessa vez nos ajudou muito, mas o planejamento antecipado nos poupou muito tempo, e algum dinheiro também. Além da oportunidade de conhecermos alguns lugares que não sabíamos que existia, e que descobri com minhas pesquisas na internet. Como, a linda e apaixonante Pousada Cantelli em Bento Gonçalves,o próprio Caminhos de Pedra, lugar incrível, o restaurante Nostra Cantina em Antonio Prado e outras descobertas.
Fomos de carro, ficamos hospedados no Hotel SESC em Gramado e na Pousada Cantelli em Bento Gonçalves. Fizemos as reservas com antecedência, então não houve correria nem desespero.
Foi logo após o carnaval, então quando todos estavam voltando de viagem, nós estávamos começando a nossa.
O roteiro foi o seguinte:
1º Dia:
Saímos de Lages por volta das 13 horas. Daqui a Gramado são mais ou menos 290km e uns 4 pedágios, e no google mapas diz que são 4 horas de viagem. Mas nós demoramos bem mais! Combinamos de ir com calma, devagar, quando achássemos algum lugar interessante, parar, tirar fotos, tudo bem relax!
A primeira parada foi em Antonio Prado/RS. No restaurante Nostra Cantina, é uma casa de pedra bem típica da região, tem restaurante, lanchonete e venda de produtos artesanais. Lá fizemos um lanche e comemos um pastel fritinho na hora, que foi um dos melhores da minha vida!!!
Como era durante a tarde e um dia de semana, não tinha ninguém lá, mas a moça que nos atendeu foi super simpática.


 No final da tarde, quase anoitecendo chegamos em Gramado. Não antes de nos perdermos um pouco em Caxias do Sul, mesmo com GPS, erramos alguma saída em Caxias, e tivemos que andar muito até achar um retorno.

Nessa noite caminhamos pelas proximidades do hotel, que fica em frente ao Holywood Dream Cars, e na mesma rua do Super Carros e do café colonial Bela Vista.

Fomos de carro até o centro da cidade, caminhamos um pouco e voltamos jantar no hotel.


2º Dia:
Pegamos a estrada Gramado-Canela.
A primeira parada foi no Reino do Chocolate - Caracol. É uma fábrica de chocolates que tem um pequeno parque temático. Pra quem é chocólatra como eu, é o paraíso!
Lá dentro tem uma cafeteria super simpática, onde as cadeiras têm formato de xícaras e a mesa de tablete de chocolate.



Segunda parada: Mundo a Vapor
Você paga uma taxa para entrar e lá dentro tem réplicas de tudo quanto é máquina movida a vapor. É super fofo. Também é possível tirar foto à moda antiga lá, você se veste de imigrante italiano e pousa para as fotos, que são reveladas em tom envelhecido.




Nessa estrada tem muitas opções de passeios, lojas e etc, nós deixamos muitas para trás, escolhemos apenas as principais.
No final da estrada estamos em Canela/RS.
A igreja matriz de lá é linda. É construída em estilo gótico (eu acho), linda demais.

Na frente da igreja tem uma construção muito bonita, que abriga algumas lojinhas. Em uma delas a Black Forest, encontramos esse boi bem gauchão!



Seguimos nosso roteiro em direção ao Alpen Park, que é um parque de diversões localizado em Canela.
Não é muito grande, mas dá para gastar um tempo lá, andando de montanha russa, trenó, etc. Também tem cinema 4D, tirolesa, passeios de quadriciclo e outras atividades "adventure"!


De volta à Gramado, ainda pela manhã, passamos no Gramado, lá olhamos as máquinas, mas não tivemos coragem de pagar R$ 790,00 para dirigir uma Lamborghini Gallardo ou uma Ferrari F430 Spider, por 8Km. Existem vários valores e vários modelos de carro, esse era o pacote mais caro na época, e se for só na carona também fica mais barato.

Passamos pelo Museu do Perfume Fragram, é uma pequena fábrica de cosméticos que mantém um museu muito bacana sobre a história do perfume.


Aí, então resolvemos almoçar! Procuramos uma casa de massas, que fosse bem típica, e escolhemos a Mamma Mia, tem um ambiente bem bonito e um serviço muito bom. A comida é deliciosa.


A tarde nosso primeiro destino foi o famoso Mini Mundo . Eu confesso que não estava muito empolgada com a atração, achava que era um pátio sem graça cheio de miniaturas, ideal para as crianças, mas fui surpreendida, apesar de achar meio caro o valor da entrada. É muito bacana. As miniaturas são muito perfeitas, e é usada uma escala para ficar tudo proporcional à construção original. É bem grande e tem miniaturas de obras e monumentos do mundo todo.


Saímos do Mini Mundo e fomos ao Lago Negro, que fica bem próximo. Lá caminhamos um pouco e descansamos, tomando um sorvete.  Lá além dos patos e marrecos do lago, também existem ilustres moradores felinos. Fiquei apaixonada pelos simpáticos gatos do Lago Negro.



À noite fomos ao centro de Gramado, visitamos a igreja matriz, o Palácio dos Festivais e jantamos em um restaurante na Rua Coberta.




3º Dia:
Após o café saímos novamente para a estrada Gramado - Canela, fomos à Casa do Artesão em Canela, e na volta chegamos na Don Collise vinhos finos, anexo à loja de vinhos tem uma loja maravilhosa de tapetes.
Esse era nosso último dia em Gramado, pois a tarde seguiríamos para Bento Gonçalves, são mais ou menos uns 120Km. Minha meta, nesse dia, era experimentar o tão comentado fondue de Gramado.


A propaganda que rola na cidade é uma tal de "sequência de fondue", resolvemos conhecer no almoço, antes de pegar a estrada.
Dentre tantos restaurantes caros, escolhemos o mais acessível para nós, reles e pobres mortais, o Restaurant Carlito's. Estava tudo ótimo. A sequência de fondue é uma delícia.







Partimos rumo à Bento Gonçalves.

Chegamos por volta das 16h, e fomos direto na Vinícola Aurora, que fica quase no centro da cidade. Por sorte uma visita guiada pelo interior da vinícola sairia dali a 15 minutos.
Conhecer uma vinícola por dentro, todo o processo de fabricação do vinho é muito bacana. Fiquei deslumbrada. A visita guiada é gratuita e após é oferecido vinhos e espumantes para degustação dos visitantes. A saída é pela loja da Aurora, é claro. E você não consegue sair sem comprar nada... é claro.




Já era final de tarde, quando nos encaminhamos para a Pousada Cantelli, onde tínhamos reserva de hospedagem.

Aqui preciso abrir um parêntese para falar desse lugar.
"A princípio o objetivo de ir à Bento Gonçalves era para conhecer as vinícolas. Mas durante as minhas pesquisas descobri o Caminhos de Pedra, é uma rota que passa por vários casarões antigos, todos de pedra. Achei maravilhoso e resolvi que além do Vale dos Vinhedos, a gente também iria conhecer os Caminhos de Pedra. Então, procurando um hotel em Bento Gonçalves, encontrei a Pousada Cantelli.  É um lugar encantador, que fica mais ou menos no meio do Caminhos de Pedra. Uma antiga casa de pedra, que foi transformada em pousada. Tem apenas 3 quartos.  2 pequenos no térreo e 1 quarto grande no piso superior. Nós ficamos em um dos quartos térreos. Não é cara, e vale muito a pena. Os proprietários são muito simpáticos, e tudo é muito lindo, confortável e limpo.Tive uma grata surpresa quando entramos no quarto e tinha um bilhete de boas-vindas assinado por todos da pousada, também amei os livros de poesia dispostos nas mesas de cabeceira. Enfim a pousada Cantelli é um lugar que eu super recomendo.
Sem falar no café da manhã, uma mesa cheia de delícias caseiras à nossa disposição. Suco de uva natural, produzido na propriedade, doces caseiros, frutas frescas, e tudo em uma mesa tão bem posta. Com simplicidade, mas tudo um mimo."


Chegamos na pousada Cantelli ao anoitecer, nos colocamos no quarto e saímos para jantar. Nesse dia o jantar não teve nada de glamour, comemos pizza!

4º Dia:
Pela manhã um nevoeiro cobria o quintal, tomamos o delicioso café da manhã da pousada e saímos para conhecer os Caminhos de Pedra.
A primeira parada foi nessa casa linda, que não tem visitação, mas tiramos fotos pelo lado de fora.

A Casa de Dodes Pidrebom, estava fechada, então fomos conhecer a Salumeria, outro lugar lindo. A gente é super bem recebido, tem explicação sobre a confecção do salame e degustação, e na lojinha tem artigos de salumeria, queijo e porquinhos (de pelúcia) para vender.







Na sequência "El Cantuccio del Pomodoro e de la Gasosa" (Casa do tomate e do refrigerante), e o refrigerante é natural, muito bacana. Tem uma breve história da casa e da produção de tomate e refrigerante e lojinha, é claro. Em anexo, tem foto à modo antiga, um galpão todo preparado para produzir fotografias envelhecidas como um autêntico imigrante italiano.


Na Casa da Ovelha, tudo é de ovelha! É muita fofura, tem ovelhinhas de pelúcia de todo tipo, cor e tamanho. Tem ovelhas de verdade é feita uma apresentação com elas, mas nós não assistimos. Na lojinha tem vários produtos oriundos do leite de ovelha, desde queijo e requeijão, até cosméticos.

A casa do Artesanato e das massas é uma fofura. Possui um pátio muito bem cuidado, com cata-ventos que, quando giram, dão vida aos bonequinhos serrando lenha. Um jardim com flores e nos fundos existe uma roda d'água que faz funcionar uma serra. A casa não é de pedra, é de madeira, e não tem pintura, mas o acabamento na escada e na varandinha na parte de trás é de uma delicadeza encantadora. Assim como o capricho lá dentro, com bordados e crochê enfeitando portas, paredes e móveis.
Ah, se eu pudesse comprar tudo de lindo que tem lá! E de gostoso também :) tem massas caseiras, como macarrão, agnoline, tortéi e etc, tem tortas doces, compotas, bolachas, um monte de coisa deliciosa!


Na casa ao lado, ficam a Casa da Tecelagem no andar superior (com os tapetes na janela), e uma loja que expões e vende trabalhos artísticos com pedras.




Quase em frente fica a Casa Vanni, que é um restaurante, ou casa gourmet, no porão. Nos fundos tem um gramado lindo, com cadeiras para os visitantes descansarem.



Em seguida há uma pequena vinícola, a Vinícola Salvati e Sirena.



Na casa da erva mate, você pode acompanhar como a erva é produzida artesanalmente.
A roda d'água que aparece na foto,  faz toda a engrenagem lá de dentro funcionar. São socadores e moedores de erva-mate, de várias épocas. Dou outro lado da rua, na casa da família Ferrari é possível comprar a erva-mate ali produzida, além de outros artigos para o chimarrão e também artigos da cultura gaúcha.



Visitar tantos lugares lindos bate uma fome, e bem, já era hora do almoço, então da casa da erva-mate, voltamos pelo caminho para almoçar no Restaurante Nona Ludia, que também é construído de pedras e foi muito bem recomendado. Detalhe: estava absolutamente lotado, e a fila de espera era enorme. Acabamos sendo vencidos pela fome, e fomos almoçar em um restaurante simples da cidade.
 Acho que notaram que usei excessivamente a "lindo" e suas variações, mas não tem como substituir, os Caminhos de Pedra são lindos, cada lugar é mais lindo  que o outro.


Após o almoço a ideia era conhecer o Vale dos Vinhedos,  porém, eu sugeri que fôssemos, antes visitar a Vinícola Salton, ela fica um pouco longe dos caminhos de pedra e vale dos vinhedos, já na saída da cidade. O marido topou, mas quando o GPS nos mandou pegar a rodovia e começamos a sair da cidade ele não gostou muito. Alguns quilometros depois finalmente chegamos à Salton, e valeu cada quilometro rodado.
Mais uma vez demos sorte, e a visita guiada sairia dali a 10 minutos.
A vinícola é linda, as caves de armazenamento dos barris são belíssimas. O guia explicou tudo sobre o processo de fabricação do vinho, e pudemos caminhar pela fábrica. A loja da Salton, também é muito bonita, muito bem decorada. Na frente da fábrica, tem um jardim lindo(!) e uma chafariz, e em  frente um enorme parreiral.





Agora sim, era hora de percorrer o vale dos vinhedos.
Mas estávamos bem cansados, e ainda enfrentaríamos a viagem de volta pra casa. Então fizemos o caminho do vale dos vinhedos, mas paramos  em poucas vinícolas, rapidamente.A maior delas é a Miolo, e em frente existe um hotel spa, maravilhoso e enorme! É o Hotel e Spa do Vinho Caudalie Vinothérapie.
Portanto, deixamos uma pendência, para uma próxima viagem, voltar à Bento Gonçalves e percorrer com calma o vale dos vinhedos, e se hospedar mais uma vez na Pousada Cantelli.




 Hotel Spa do Vinho


Assim foi nossa viagem à Serra Gaúcha, encantadora. Uma Lua de Mel. Tudo muito lindo e perfeito.
Mas se me perguntassem qual a cidade eu mais gostei, eu diria com absoluta certeza: Bento Gonçalves. Não que não tenha gostado de Gramado e Canela, que são ótimas, cheias de opções, e muito glamourosas, porém, acho que Bento Gonçalves combinou mais comigo! Vinho!!! Além do vinho, o caminho das pedras, todo o ambiente de cultivar o que é da terra, o que é artesanal, manter vivas as raízes, a proximidade com as pessoas. Aliás, as pessoas todas, dos estabelecimentos dos Caminhos de Pedra, são extremamente simpáticas, nos tratam tão bem que nos fazem sentir-nos da família. Bento Gonçalves... voltaremos qualquer hora dessas.

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