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29 de maio de 2014

Manifesto pelos introvertidos

Do site de Susan Cain, autora do livro "O poder dos Quietos".



Numa tradução livre, o negócio é mais ou menos o seguinte:

1 - Há uma palavra para as "pessoas que pensam demais": pensadores.
2 - Solidão é um catalisador para a inovação .
3 - A próxima geração de crianças quietas podem e devem ser incentivadas a conhecer seus próprios pontos fortes.
4 - Às vezes fingir ser uma pessoa extrovertida, ajuda. Há sempre tempo para ser quieto depois.
5 - Mas, a longo prazo, manter-se fiel ao seu temperamento é a chave para encontrar o trabalho que você ama e  que importa.
6 - Um verdadeiro novo relacionamento vale mais a pena do que um punhado de cartões de visita.
7 – Tudo bem atravessar a rua para evitar uma conversa fiada.
8 - "A liderança Quieta" não é um paradoxo.
9 -  Amor é essencial; gregário é opcional.
10 -  "No caminho suave, você pode sacudir o mundo" - Mahtma Gandhi

Gregário:  instinto gregário: tendência que leva os homens ou os animais a se juntarem, perdendo, momentaneamente, suas características individuais.
  

30 de abril de 2014

Ler e Morrer - Crônica no site Homo Literatus

O tempo está curto, está difícil de sentar tranquila e escrever as postagens do jeito que eu quero, mas hoje não podia deixar passar. Li uma crônica no site homoliteratus e me senti... assim... compreendida!
A crônica em questão chama-se: Ler e Morrer, e foi escrita pela Cláudia De Villar.
E casa tão bem com o que a gente sente quando termina um bom livro maravilhoso, que precisava compartilhar com vocês.
Estou assim, com medo de morrer, porque estou completamente apaixonada pela série Irmandade da Adaga Negra de J.R. Ward, e estou só no 3º livro (Li: Amante Sombrio, Amante Eterno e agora estou em Amante Desperto, que é o guerreiro que eu mais gostei desde o início, Zsadist). E quando li a crônica entendi o que me espera quando acabar... a morte. Nessa série a morte vem lentamente, aos poucos. Morre-se um pouquinho a cada livro terminado, sei que no final da série minha morte será bem trágica, vai ser difícil renascer dessa vez.
"Como se aquele livro tivesse roubado a sua alma. Nesse instante, você não vê graça em mais nada. Nem na balada, nem no chopinho ao final da tarde, nem no papo solto com aquele amigo. Nada. Você sabe que nada será tão impactante quanto aquelas palavras lidas naquele livro. Portanto, nada mais restará senão a morte literária.Então você morre. Enterra-se dentro de casa. Vive o luto da obra. Chora as lágrimas da solidão. Sente-se vazio. Sente-se frio. Sente-se morto. Literalmente morto. “Literaturamente” morto."
Não é mesmo assim? O que ela escreveu não é perfeito?




 Segue a crônica:

Ler e Morrer
Após ler aquele último parágrafo, a vontade era de morrer. Era um livro assassino. O livro mais mortal que eu já havia lido. Não haveria outra saída, senão a morte. Decidi que a morte era a melhor solução naquele momento. Sei que muitos dirão que sou dramática. Vocês têm razão. Tenho uma veia artística dentro de mim. Mas o suicídio era certo. Acabaria a minha atuação aqui na terra. O palco seria território do meu velório.
Depois da leitura daquele livro, eu não suportaria mais viver. Respirar seria impossível. Coisas comuns como sair com a galera, comer uma pizza, tomar um chope ao final da sexta-feira não teriam mais graça. O livro foi o culpado. O livro me livrou da vida terrestre. O livro me livrou do meu passado, do meu presente e o que seria do meu futuro? A morte. A terra fria. O caixão duro. As lembranças vazias. As lágrimas das tias. Eu, obrigatoriamente, teria que morrer.
Vai dizer que você nunca se sentiu assim? Vivo-morto. Um zumbi. Um corpo sem sangue, sem coração, sem cérebro. Um morto? Vai dizer que você nunca leu um livro tão impactante que, após ler a última frase e fechá-lo, sentiu-se vazio. Como se nenhuma outra leitura fosse substituir aquela obra. Como se tudo que você tivesse lido até aquele momento tornara-se simples. Como se aquele autor tivesse lido a sua alma. Ou pior… Como se aquele livro tivesse roubado a sua alma. Nesse instante, você não vê graça em mais nada. Nem na balada, nem no chopinho ao final da tarde, nem no papo solto com aquele amigo. Nada. Você sabe que nada será tão impactante quanto aquelas palavras lidas naquele livro. Portanto, nada mais restará senão a morte literária.
Então você morre. Enterra-se dentro de casa. Vive o luto da obra. Chora as lágrimas da solidão. Sente-se vazio. Sente-se frio. Sente-se morto. Literalmente morto. “Literaturamente” morto.
Mas, há vida após a morte. Alguém vem e te oferece um livro amigo. Você olha e desconfia. Toca e sente a textura do livro. Vai se deixando cativar. E, um novo ciclo se inicia. É a renovação. É o renascimento. E uma luz no fim do túnel aparece. E você volta das cinzas.

Cláudia De Villar - http://homoliteratus.com/ler-e-morrer/#comment-5052

Mais crônicas da Cláudia no Homo Literatus!


31 de outubro de 2013

Feliz Dia das Bruxas

Falando em dias das bruxas, e já que os canais à cabo estão desde a semana passada com as maratonas de filmes de terror, resolvi postar aqui os filmes que não me deixaram dormir!
Eu gosto de filmes de terror, mas de terror assustador e não de terror sanguinário. Explico: Gosto daquele terror de suspense, monstros, sobrenatural, feitiços, possessões demoníacas, e nada daquela coisa nojenta e ensanguentada tipo Jogos Mortais (odiei os 5 minutos de filme que assisti e nunca mais quis saber dessa série).
Então acho que um bom suspense te tira o sono muito mais, do que corpos sendo mutilados.

Os meus assustadores preferidos são: "O Ritual" , "A chave mestra" e "A mulher de preto".
Sobre "A mulher de preto" já falei aqui.

O Ritual 



Sinopse: Michael Kovak (Colin O’Donoghue) é um seminarista cético e decidido a abandonar seu caminho na igreja, mas seu superior o orienta a passar um período no Vaticano para estudar rituais de exorcismo. Uma vez lá, suas dúvidas e questionamentos só aumentam na medida em que seu contato com o padre Lucas (Anthony Hopkins), um famoso jesuíta exorcista, o apresenta ao lado mais obscuro da igreja. Ao conhecer a jornalista Angeline (Alice Braga), que investiga as atividades do religioso, suas reflexões sobre a crença no diabo e em Deus não param de crescer. 

 






 Estrelado pore a nossa Alice Braga. É um filme sobre possessão e exorcismo, mas não cai naquela baboseira de sempre, transmite uma coisa muito real, tanto é que me deixou com um pouquinho de medo do escuro. Sério. Você não acredita na coisa, mas fica pensando, pensando e não consegue tirar aquilo da cabeça. Mesmo depois da terceira que vez que assisti, isso persistiu.
Anthony é o padre Lucas Trevant, e ele mora na Itália, em uma casa cheia, absolutamente cheia de gatos. Por que gatos sempre estão presentes em filmes de possessão??? 
Eu particularmente, fiquei apreensiva pensando que teria alguma cena em que algum gato viraria um inimigo, e isso aumentaria ainda mais o precoceito das pessoas com eles; mas, felizmente, isso não aconteceu. Os gatos só estão lá, lindos e fofos, e o padre cuida deles.
Então,  padre mais novo, o Michel Kovak, é muito cético, mas o padre Lucas o chama para assistir alguns rituais de exorcismo, e assim se desenrola o filme, são várias cenas de prender a respiração. E vários sustos, causados pelos "baques" da trilha sonora. Não posso escrever mais sem correr o risco de revelar o que não devo, a quem ainda não assistiu, mas se você quer passar um pouquinho de medo no Haloween, esse filme é recomendadíssimo.


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A Chave Mestra
 


Sinopse: Caroline Ellis (Kate Hudson) é uma jovem que acompanha doentes terminais, com o objetivo de juntar dinheiro para poder cursar a escola de enfermagem. Em um de seus trabalhos ela aceita acompanhar um senhor inválido, Ben Devereaux (John Hurt), que mora com sua esposa Violet (Gena Rowlands) em um terreno isolado na cidade de Nova Orleans. O local é famoso pela quantidade de cerimônias místicas lá realizadas, mas Caroline não acredita nestas crendices. Ben sofreu um derrame recentemente, que o deixou praticamente paralisado e mudo. Para que Caroline possa percorrer a casa à vontade, Violet lhe entrega uma chave mestra que abre todas as portas. Porém em suas andanças ela encontra uma porta escondida, localizada atrás de uma estante e no fundo do sótão. Caroline abre a porta com a chave mestra e lá encontra várias antiguidades, espelhos que foram retirados de todos os demais cômodos e ainda artefatos aparentemente ligados à prática de algum tipo de magia.



É um filme um pouco antigo, de 2005, mas também faz a gente prender a respiração. Trata de supertiçoes, feitiços, e magia negra. Livros com práticas de magia, simpatias e tudo mais.   Eu assisti pela primeira vez quando ainda era solteira, num domingo à noite com uma turma de amigos. Meu namorado (hoje marido) me deixou em casa após o filme, e eu morava sozinha! E aí quem diz que eu consigo apagar a luz??? Ha ha ha, vocês devem estar me achando muito medrosa, mas fiquei mesmo sugestionada com o filme, e quando você fica pensando demais na mesma coisa, chega a sonhar com ela, e é claro eu tive pesadelos com o filme.
Assisti novamente na segunda-feira, passada, na maratona de terror do Space (eu acho), dessa vez pude dormir mais tranquila!
Mas reafirmo que o filme é ótimo e assustador. O que eu posso dizer além da sinopse, é que a casa na qual Caroline (Kate Hudson) vai trabalhar, tem um passado sombrio. Há muito tempo, um casal de empregados praticava feitiços e magia negra na casa, e foram enforcados na árvore do quintal. Caroline também é cética, mas aos poucos vai descobrindo as coisas e tenta decifrar a relação entre os acontecimentos com o doença de Ben. Aí... bem, aí eu só posso dizer que o final é surpreendente, e que se você ainda não assistiu deveria assistir. Mas convida alguém de confiança para assistir contigo, só para garantir!




4 de outubro de 2013

Dormir Juntos - Martha Medeiros


É o sonho de toda garota em vias de transformar-se em mulher: dormir junto com o seu Romeu. Talvez ela nem tenha encontrado o príncipe ainda, mas já sonha em dividir lençóis com ele. Um homem seu a noite inteira, os dois protegidos por quatro paredes. Nada daquela pressa de motel, daquele cenário impessoal, daquele castigo de ter que sair de madrugada para voltar para a casa dos pais. Nada de barraca de camping, aquele desconforto, aqueles insetos todos que não foram convidados. Nada de cochilos na rede, de romance dentro do carro, de rapidinhas no meio do mato. Isto faz parte do anedotário da adolescência, quando estamos a ponto de bala e tudo vale. Bom mesmo é dormir juntos numa aconchegante cama de casal, com direito a oito horas de sono e intimidade.
Case e verá. Dividir o mesmo colchão tem vantagens, evidente, e não apenas aquelas que você está pensando. É ótimo enfiar os pés no meio das pernas do outro, principalmente quando está fazendo 2 graus lá fora. É ótimo quando ele levanta para tomar água e traz um copo pra você também. É ótimo ter alguém para pedir que investigue que barulho estranho foi aquele na sala. É ótimo ter alguém para abraçar sem segundas intenções, sem erotismo, só pelo carinho, só pelo calor. Pena que não seja sempre assim.
O amor é cego mas não é surdo: seu príncipe ronca. Você não ronca, mas fala dormindo. O silêncio exigido depois das 22 horas é quebrado por grunhidos, relinchos, ruídos cavernosos. Ou confissões desencontradas, gritos de pesadelo, nomes que não deveriam ser ditos. Vocês acham que fazem muito escândalo acordados, mas é quando entram no mundo dos sonhos que o fuzuê começa.
Se não é o ronco que tira o humor do casal, é o termostato. Ela quer três cobertores assim que entra março. Ele admite uma colcha quando está nevando. Ela dorme de pijama, meias e uma caixa de Kleenex na cabeceira. Ele entra na cama como veio ao mundo e liga o ar-condicionado na potência máxima, não importa a estação do ano. Apaixonados de dia, arquiinimigos de madrugada.
Ele quer a janela aberta, ela trancafiada. Ele quer as cobertas soltas, ela gosta de tudo bem preso na cama. Ele quer três travesseiros de pluma só para ele, ela dorme sem nenhum porque tem problema de coluna. Ele tem o sono leve, acorda quando ela espirra. Ela tem o sono pesado, não acorda com o alarme de incêndio. Ele se vira a noite inteira, ela se mexe tanto quanto um cadáver. Ele gosta de ver o Amaury Jr. na cama, ela gosta de ler. Ele deixa as meias que usou o dia inteiro jogadas no chão do quarto, ela coloca duas gotas de Chanel número 5 depois de escovar os dentes. Ela é Marylin, ele é Maguila, e quando não estão transando, sonham com uma cama king size, até que dois quartos os separem”

(MARTHA MEDEIROS)


Precisa falar mais alguma coisa? 
Claro que não né! Martha Medeiros é sempre ótima. E acertou mais uma vez.

30 de setembro de 2013

Brida - As Valkírias - Na margem do Rio Piedra eu sentei e chorei - de Paulo Coelho



“Se a dor tiver que vir, que venha rápido (...) Porque tenho uma vida pela frente, e preciso usá-la da melhor maneira possível. Se ele tem que fazer alguma escolha, que faça logo. Então eu o espero. Ou o esqueço.
Esperar dói. Esquecer dói. Mas não saber que decisão tomar é o pior dos sofrimentos.”



Li meu primeiro livro do Paulo Coelho quando estava na faculdade, finalmente eu tinha uma grande biblioteca a minha disposição. Não que a biblioteca da Universidade fosse muito grande, mas comparada à salinha minúscula que era a biblioteca municipal da minha cidade, aquela, da Universidade, já estava de bom tamanho.
Enquanto procurava livros contábeis, resolvi também procurar romances, e quando vi "O Diário de um Mago" disponível, peguei-o instantaneamente. Assim comecei a ler as obras de Paulo Coelho. Fui passando de uma para outra, entreguei “O Diário de um Mago” e peguei “O Alquimista” e assim por diante.
Como todos sabem, Paulo Coelho é o escritor brasileiro que mais vendeu livros em todos os tempos, e por aí ouvem-se muitas críticas contra e a favor. Mas eu particularmente gosto muito da escrita dele. Não que eu seja seguidora de sua filosofia mística, ou de seus exercícios mágicos, mas gosta de sua maneira de ver o mundo, e seus livros nos levam a entender e superar muitas de nossas  dificuldades.
Como já faz muito tempo que li os livros, não posso fazer uma resenha muito completa, aliás, são muitos, então pretendo relê-los para expor minha opinião aqui no blog. Porém, hoje vou falar dos meus preferidos. É difícil escolher, mas dentre os títulos que já li posso destacar três: “Brida” , “As Valkírias” e “Na Margem do Rio Piedra eu Sentei e Chorei”. Este último é o que está mais vivo em minha memória, portanto concluo que deve ser o que mais gostei!
Como já comentei aqui no blog, sempre destaco algumas frases dos livros que leio, e revirando velhas agendas encontrei-os anotados. Vamos ver:
 
Brida conta a história de uma moça comum que quer ser uma bruxa. Tem meio que um triângulo amoroso, que rola pela história, Brida tem um namorado (ou noivo, não lembro bem) e aparece um Mago na vida dela. Acontece também uma busca pela alma gêmea ou “a outra parte”.

Trechos: “Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém... Essa é a verdadeira experiência de ser livre: ter a coisa mais importante do mundo sem possuí-la.”

“Não devemos julgar a vida dos outros, porque cada um de nós sabe de sua própria dor e renúncia. Uma coisa é você achar que está no caminho certo, outra é achar que seu caminho é o único!”


O livro As Valkírias fala da busca do escritor pelo seu anjo da guarda, e eu simpatizo muito com esse pensamento. Ele parte em uma viagem por um deserto para encontrar uma pessoa que pode lhe ensinar como conversar com seu anjo da guarda. Não como conversamos em orações, mas conversar mesmo, enxergando ele. Durante essa jornada aparecem as Valkírias (que são tipo “cavaleiras lendárias”, mas andam de moto). Paulo Coelho está acompanhado da esposa nessa viagem, e aí surge uma rivalidade entre ela e uma das Valkírias. Não para saber o que é fato e o que é ficção. Existem coisa bem fora da realidade, mas como sempre algumas frases nos tocam bastante.

Trechos: "A gente sempre destrói aquilo que mais ama em campo aberto, ou numa emboscada; alguns com a leveza do carinho outros com a dureza da palavra; os covardes destroem com um beijo, os valentes, destroem com a espada."
"Bastava acreditar que anjos existem, bastava precisar de anjos. E eles se mostravam, brilhantes como o raiar da manhã."

Existe também um trecho, que eu não anotei, mas que passou a fazer parte da minha vida. É uma cena em que eles e o rapaz que sabe falar com os anjos, resolvem sair para uma aula prática, e o rapaz esquece alguma coisa em “casa”, assim ele volta para buscar e fica esperando alguns momentos na frente de casa, antes de sair novamente. Quando questionado sobre o que estava fazendo ele responde que quando esquecemos alguma coisa e temos que voltar para buscar, é nosso anjo, nos atrasando, para tirar obstáculos do nosso caminho, e nos proteger (mais ou menos isso). Sempre que eu esqueço alguma coisa, eu lembro disso, e agradeço ao meu anjo por estar perto de mim.

Na Margem do Rio Piedra eu sentei e chorei, é o mais romântico, e por isso merece que sua sinopse seja postada:


Numa história de amor estão os mistérios da vida. Pilar e seu companheiro conheceram-se na infância, afastaram-se na adolescência, e - onze anos depois - tornam a se encontrar. Ela, uma mulher que a vida ensinou a ser forte e a não demonstrar seus sentimentos. Ele, um homem capaz de fazer milagres, que busca na religião uma solução para os seus conflitos.
Os dois estão unidos pela vontade de mudar, de seguir os próprios sonhos, de encontrar um caminho diferente. Para isto, é preciso vencer muitos obstáculos interiores: o medo da entrega, a culpa, os preconceitos. Pilar e seu companheiro resolvem viajar até uma pequena aldeia nas montanhas - e trilhar o difícil caminho de reencontro com suas próprias verdades.

Para quem leu, a passagem sobre o “quebre o copo”, é a melhor. Para quem não leu, quando ler vai entender.

Trechos:
Tentando julgar o amor futuro pelo sofrimento passado. O amor é sempre novo. Não importa que amemos uma, duas, dez vezes na vida - sempre estamos diante de uma situação que não conhecemos. O amor pode nos levar ao inferno ou ao paraíso, mas sempre nos leva a algum lugar.”

E uma passagem que sempre levo comigo foi a que citei no ínicio da postagem, não apenas para o amor, mas para todas as decisões:
“Se a dor tiver que vir, que venha rápido (...) Porque tenho uma vida pela frente, e preciso usá-la da melhor maneira possível. Se ele tem que fazer alguma escolha, que faça logo. Então eu o espero. Ou o esqueço.
Esperar dói. Esquecer dói. Mas não saber que decisão tomar é o pior dos sofrimentos.”


4 de setembro de 2013

Livro: Desejo à Meia Noite – Lisa Kleypas

         
  Em um frio e chuvoso sábado, saí de casa cedo e fui ao supermercado. Fiz minhas compras e ao passar pela prateleira dos livros parei para dar uma espiada. Passei de capa em capa até que encontrei o livro “Desejo à Meia-Noite”, parei para dar uma olhada nele. Talvez porque estava frio e chovendo, e eu sabia que ficaria sábado e domingo sozinha em casa, me senti tentada a comprar um livro para passar o tempo. Ignorando, é claro, os que tinha em casa, ainda não lidos.
            Comprei. Sim, minha culpa, eu comprei mais um livro. E passei-o da frente de todos os outros na fila da leitura. O trecho impresso na aba do livro me deixou com vontade de lê-lo inteirinho imediatamente. O que eu posso dizer é que li esse livro em 4 dias, o que significa que ele é bom demais, pra quem gosta desse tipo de literatura.
Sim, cada vez que eu olho na capa: "Desejo à Meia-Noite", eu lembro da Sarah, do filme "Red: Aposentados e Perigosos", pois quando ela fala ao telefone com o Frank (Bruce Willis), ela diz que está lendo um livro novo: "O segredo Selvagem do Amor" (risos), e depois tem uma cena que ela diz: Uau, isso é igualzinho ao Segredo Selvagem do Amor!
No filme o livro é meio que tratado como um "livrinho" de nada, mas agora entendi que esses romances de banca, com nomes assim, digamos que, não muito criativos, são ótimos. Eu gostei. Eu já gostava, mas tinha esquecido!
Bom, mas o "DESEJO À MEIA-NOITE" é um romance de época, ambientado na Inglaterra. Já escrevi sobre algumas impressões que tive sobre o livro AQUI , mas volto a expressá-las:
"Tá bom, eu sei que "Desejo à meia-noite" é um título com toda a cara de romance de banca, bem clichê. Mas quem disse que romances de banca são ruins? São tão românticos...
Que mulher n
ão gosta de uma bela história, com uma mocinha indefesa, um galã
conquistador e um final feliz?
Eu, sinceramente, nem lembrava de como eu gostava de livros como esse. Eu acho que tinha preconceito com esses romances. Fazia tanto tempo que n
ão lia um, que julgava pela capa e não lembrava como uma história de amor poderia ser tão viciante.
É isso, viciei no livro. Tanto que já estou com saudade do sedutor cigano Cam Rohan, que tenta conquistar Amélia, a mocinha do livro. E da própria Amélia, que as vezes dá vontade de bater com um gato morto na cabeça até fazer ele miar. Mas que também é uma personagem encantadora.
Uma das coisas que gostei nesse livro é que ele já começa começando. Nada de muitos rodeios, muita ambientação nem muito nhénhénhé, ele já começa dando o rumo dos personagens. Outra coisa que achei bem legal, é que as cenas mais quentes, e são várias, foram escritas com muita delicadeza e com muito cuidado, tornando-as ainda mais românticas.
Este livro é o primeiro de uma coleção escrita por Lisa Kleypas, que chama-se "Os Hathaways", devem ser 5 livros. Estou ansiosa para ler o segundo livro da série: Sedução Ao Amanhecer, que conta a história de Win, irmã de Amélia, e Merripen, outro cigano!
 

Uma pitadinha do livro:
A Srta. Hathaway esperava perto da entrada, com uma impaciência que mal podia controlar, enquanto Merripen permanecia como uma presença sombria em um canto. Quando Cam se aproximou e olhou para o rosto erguido da mulher, o pânico se dissolveu em uma curiosa onda de calor. Seus olhos azuis eram manchados por leves toques de lavanda e os lábios, que pareciam macios, estavam cerrados em uma linha apertada.

O cabelo escuro e reluzente preso para trás, as roupas modestas e restritivas, tudo aquilo anunciava uma mulher de inibições. Uma típica solteirona. Mas nada poderia ocultar sua força de vontade radiante. Ela era... deliciosa. Ele queria desembrulhá-la como se fosse um presente pelo qual tivesse esperado por muito tempo. Queria tê-la vulnerável e nua debaixo dele, sua boca macia inchada de tanto receber beijos ferozes e profundos, seu corpo, normalmente pálido, avermelhado de calor. Atônito com o efeito que ela exercia sobre ele, Cam manteve-se inexpressivo enquanto a observava.”


P.S.
Alguns dias após escrever este post, estava eu dirigindo e ouvindo música quando começou a tocar "Amansando de Garupa" do Lisandro Amaral. Minha nossa! Como essa música combina com Cam Rohan e Amélia Hathaway, principalmente com a primeira noite de amor deles.

"O amor da cordeona, convite ao pecado
Com a china do lado sentei a carona

(...)
Romance que encilho de noite, pampeiro
Permisso gaiteiro me chama um carinho
E levo na anca com cheiro de lua
A pluma que a noite soprou pra o meu ninho.

(...)
Tranco largo, fim de noite
E a madrugada derramando o serenal
Tranco largo, o rancho é longe
E hoje amanso de garupa o meu bagual."
 


Veja o vídeo e a letra completa aqui.


Sinopse do 1º livro Desejo à Meia Noite:
Após sofrer uma decepção amorosa, Amelia Hathaway perdeu as esperanças de se casar. Desde a morte dos pais, ela se dedica exclusivamente a cuidar dos quatro irmãos – uma tarefa nada fácil, sobretudo porque Leo, o mais velho, anda desperdiçando dinheiro com mulheres, jogos e bebida. Certa noite, quando sai em busca de Leo pelos redutos boêmios de Londres, Amelia conhece Cam Rohan. Meio cigano, meio irlandês, Rohan é um homem difícil de se definir e, embora tenha ficado muito rico, nunca se acostumou com a vida na sociedade londrina. Apesar de não conseguirem esconder a imediata atração que sentem, Rohan e Amelia ficam aliviados com a perspectiva de nunca mais se encontrarem. Mas parece que o destino já traçou outros planos.

Quando se muda com a família para a propriedade recém-herdada em Hampshire, Amelia acredita que esse pode ser o início de uma vida melhor para os Hathaways. Mas não faz ideia de quantas dificuldades estão a sua espera. E a maior delas é o reencontro com o sedutor Rohan, que parece determinado a ajudá-la a resolver seus problemas. Agora a independente Amelia se verá dividida entre o orgulho e seus sentimentos.

Será que Rohan, um cigano que preza sua liberdade acima de tudo, estará disposto a abrir mão de suas raízes e se curvar à maior instituição de todos os tempos: o casamento?
  

Novos rumos

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