4 de setembro de 2013

Livro: Desejo à Meia Noite – Lisa Kleypas

         
  Em um frio e chuvoso sábado, saí de casa cedo e fui ao supermercado. Fiz minhas compras e ao passar pela prateleira dos livros parei para dar uma espiada. Passei de capa em capa até que encontrei o livro “Desejo à Meia-Noite”, parei para dar uma olhada nele. Talvez porque estava frio e chovendo, e eu sabia que ficaria sábado e domingo sozinha em casa, me senti tentada a comprar um livro para passar o tempo. Ignorando, é claro, os que tinha em casa, ainda não lidos.
            Comprei. Sim, minha culpa, eu comprei mais um livro. E passei-o da frente de todos os outros na fila da leitura. O trecho impresso na aba do livro me deixou com vontade de lê-lo inteirinho imediatamente. O que eu posso dizer é que li esse livro em 4 dias, o que significa que ele é bom demais, pra quem gosta desse tipo de literatura.
Sim, cada vez que eu olho na capa: "Desejo à Meia-Noite", eu lembro da Sarah, do filme "Red: Aposentados e Perigosos", pois quando ela fala ao telefone com o Frank (Bruce Willis), ela diz que está lendo um livro novo: "O segredo Selvagem do Amor" (risos), e depois tem uma cena que ela diz: Uau, isso é igualzinho ao Segredo Selvagem do Amor!
No filme o livro é meio que tratado como um "livrinho" de nada, mas agora entendi que esses romances de banca, com nomes assim, digamos que, não muito criativos, são ótimos. Eu gostei. Eu já gostava, mas tinha esquecido!
Bom, mas o "DESEJO À MEIA-NOITE" é um romance de época, ambientado na Inglaterra. Já escrevi sobre algumas impressões que tive sobre o livro AQUI , mas volto a expressá-las:
"Tá bom, eu sei que "Desejo à meia-noite" é um título com toda a cara de romance de banca, bem clichê. Mas quem disse que romances de banca são ruins? São tão românticos...
Que mulher n
ão gosta de uma bela história, com uma mocinha indefesa, um galã
conquistador e um final feliz?
Eu, sinceramente, nem lembrava de como eu gostava de livros como esse. Eu acho que tinha preconceito com esses romances. Fazia tanto tempo que n
ão lia um, que julgava pela capa e não lembrava como uma história de amor poderia ser tão viciante.
É isso, viciei no livro. Tanto que já estou com saudade do sedutor cigano Cam Rohan, que tenta conquistar Amélia, a mocinha do livro. E da própria Amélia, que as vezes dá vontade de bater com um gato morto na cabeça até fazer ele miar. Mas que também é uma personagem encantadora.
Uma das coisas que gostei nesse livro é que ele já começa começando. Nada de muitos rodeios, muita ambientação nem muito nhénhénhé, ele já começa dando o rumo dos personagens. Outra coisa que achei bem legal, é que as cenas mais quentes, e são várias, foram escritas com muita delicadeza e com muito cuidado, tornando-as ainda mais românticas.
Este livro é o primeiro de uma coleção escrita por Lisa Kleypas, que chama-se "Os Hathaways", devem ser 5 livros. Estou ansiosa para ler o segundo livro da série: Sedução Ao Amanhecer, que conta a história de Win, irmã de Amélia, e Merripen, outro cigano!
 

Uma pitadinha do livro:
A Srta. Hathaway esperava perto da entrada, com uma impaciência que mal podia controlar, enquanto Merripen permanecia como uma presença sombria em um canto. Quando Cam se aproximou e olhou para o rosto erguido da mulher, o pânico se dissolveu em uma curiosa onda de calor. Seus olhos azuis eram manchados por leves toques de lavanda e os lábios, que pareciam macios, estavam cerrados em uma linha apertada.

O cabelo escuro e reluzente preso para trás, as roupas modestas e restritivas, tudo aquilo anunciava uma mulher de inibições. Uma típica solteirona. Mas nada poderia ocultar sua força de vontade radiante. Ela era... deliciosa. Ele queria desembrulhá-la como se fosse um presente pelo qual tivesse esperado por muito tempo. Queria tê-la vulnerável e nua debaixo dele, sua boca macia inchada de tanto receber beijos ferozes e profundos, seu corpo, normalmente pálido, avermelhado de calor. Atônito com o efeito que ela exercia sobre ele, Cam manteve-se inexpressivo enquanto a observava.”


P.S.
Alguns dias após escrever este post, estava eu dirigindo e ouvindo música quando começou a tocar "Amansando de Garupa" do Lisandro Amaral. Minha nossa! Como essa música combina com Cam Rohan e Amélia Hathaway, principalmente com a primeira noite de amor deles.

"O amor da cordeona, convite ao pecado
Com a china do lado sentei a carona

(...)
Romance que encilho de noite, pampeiro
Permisso gaiteiro me chama um carinho
E levo na anca com cheiro de lua
A pluma que a noite soprou pra o meu ninho.

(...)
Tranco largo, fim de noite
E a madrugada derramando o serenal
Tranco largo, o rancho é longe
E hoje amanso de garupa o meu bagual."
 


Veja o vídeo e a letra completa aqui.


Sinopse do 1º livro Desejo à Meia Noite:
Após sofrer uma decepção amorosa, Amelia Hathaway perdeu as esperanças de se casar. Desde a morte dos pais, ela se dedica exclusivamente a cuidar dos quatro irmãos – uma tarefa nada fácil, sobretudo porque Leo, o mais velho, anda desperdiçando dinheiro com mulheres, jogos e bebida. Certa noite, quando sai em busca de Leo pelos redutos boêmios de Londres, Amelia conhece Cam Rohan. Meio cigano, meio irlandês, Rohan é um homem difícil de se definir e, embora tenha ficado muito rico, nunca se acostumou com a vida na sociedade londrina. Apesar de não conseguirem esconder a imediata atração que sentem, Rohan e Amelia ficam aliviados com a perspectiva de nunca mais se encontrarem. Mas parece que o destino já traçou outros planos.

Quando se muda com a família para a propriedade recém-herdada em Hampshire, Amelia acredita que esse pode ser o início de uma vida melhor para os Hathaways. Mas não faz ideia de quantas dificuldades estão a sua espera. E a maior delas é o reencontro com o sedutor Rohan, que parece determinado a ajudá-la a resolver seus problemas. Agora a independente Amelia se verá dividida entre o orgulho e seus sentimentos.

Será que Rohan, um cigano que preza sua liberdade acima de tudo, estará disposto a abrir mão de suas raízes e se curvar à maior instituição de todos os tempos: o casamento?
  
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