19 de setembro de 2011

Num dia Qualquer



Num dia qualquer,
sair pro campo
tirar uns pinhão
apartar os terneiros
dar milho às galinhas
Assar uma carne no braseiro
Lá dentro na cozinha
as muié cozinhando no fogão à lenha:
batatinha pra maionese, arroz, carne de panela
também tem moranga e batata doce
porque a mesa tem que ser farta
Esquentando um vinho pra fazer o sagu pra sobremesa
sobremesa junto com uma das compota de doce
que ficam em cima do armário
Tomando um mate e contando uns causo
Dando risada!
Lá no galpão os hóme cuidam a carne e
tomam uma canha
proseiam da lida
querendo sair jogar umas cordas
no torneio da Corredeira
As ovelhas pastando tranquilas na frente das casa
Os cachorro latindo na volta querendo sua parte no aperitivo
Depois do almoço uma sesta
Depois da sesta uns pinhão na chapa
Mais lenha no fogão, pois está esfriando
A tarde chega, hora do café
Café com leite crioulo
Bolo frito com açucar e canela
Orelha de gato
pão de milho caseiro
nata, doce de leite
morcilia, salame
E o dia vai se findando, hora de ir embora
Leve um queijo
Leve uns ovos
Leve uma vidro de doce
Leve uns torresmos
É bem assim os agrados de quem mora no campo.
É bem disso que me lembro num dia qualquer
E agradeço a quem me dá a oportunidade
de compartilhar esses momemntos sublimes
Quem ficou e quem já se foi
mas ainda vive em nossa lembrança.

(Alva Gonçalves - 19/09/2011)


Fotos tiradas no sítio de grandes amigos, pessoas que tenho grande admiração e me fazem lembrar da lida num dia qualquer.













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