21 de agosto de 2014

A ABA DO CHAPÉU



No rodeio o peão passa a cavalo
Olhos nos olhos da prenda
O peão olha a prenda
A prenda olha o peão
Ele sabe que ela olha para ele
Ela sabe que ele olha na direção dela
Mas não tem certeza se ele olha para ela
Os raios de sol batem no chapéu
A aba faz sombra bem nos olhos dele
Ela não sabe se olhos dele estão nos olhos dela

No bolicho, o paysano chega para o jogo do osso
Pede uma canha para lavar a goela
A bolicheira lhe serve. Um olhar
Ele sabe que ela olha os olhos dele
Ela não sabe se o olhar dele é para ela
O ambiente não é muito claro
Os lampiões pendurados altos nos caibros
Não alumiam o suficiente
A aba do chapéu encobre os olhos dele
Ela não sabe se olhos dele estão nos olhos dela

No rancho de chão batido
Um baile de gaita e pandeiro
A prenda passa dançando
E bombeando o cantador
O cantador que floreia o pala
Com um olhar traiçoeiro
Os olhos dele encontram os negros olhos dela
À meia luz do candeeiro os olhares se cruzam
Mas a aba do chapéu faz uma sombra
Que tapa exatamente os olhos dele
Ele sabe que a ela dança sem tirar os olhos dele
Ela não sabe exatamente
Onde está, o olhar do cantador

Sim a aba do chapéu atrapalha
Mas forma uma bela composição




Na indumentária do peão
Assim, a mulher gaúcha aprende a voltear esse empecilho
Pois, bem no fundo de sua alma e coração
Ela sabe que mesmo com a aba do chapéu fazendo sombra
Os olhos dele encontram os olhos dela
Ela sabe que aquele olhar
Camuflado na sombra é para ela

O coração bate mais forte
E passeia altiva pelo rodeio
E serve a canha serena lá no bolicho
E dança graciosa pelo salão, uma volta inteira na sala
Na espera de passar novamente em frente ao cantador
Olhos nos olhos por alguns instantes
E mais uma longa e demorada volta pela sala

Quem nunca segredou um namoro assim?
Pealando um olhar desgarrado
Um olhar que pode ser o começo
De um namoro de verdade
Ou um namoro que aconteceu
Somente nos olhares trocados
Um namoro que nasceu e morreu no olhar

Um namoro em segredo
Talvez os namorados nunca tenham se tocado
Talvez nem saibam o nome um do outro
Mas namoraram, naquela tarde, naquela noite
Naquele rodeio ou naquele baile
Somente com o olhar, revelando o desejo
Fazendo promessas... juras de amor
Para um dia, um talvez, bem distante...
Somente no olhar, por debaixo da aba do chapéu.

Alva Gonçalves

 Achei esse texto poético nos meus arquivos guardados, que já nem lembrava que havia escrito, nem tenho ideia de quando escrevi, mas quis postar.

13 de agosto de 2014

Viagem a Foz do Iguaçu


Após marcarmos o casamento resolvemos que faríamos uma viagem de lua de mel, e começamos a procurar os destinos. Organizando as despesas e verificando distâncias e gastos optamos por Foz do Iguaçu, afinal não é muito longe de casa, e tem muita coisa pra ver, dentre elas, é claro, as Cataratas do Iguaçu que é Patrimônio da Humanidade e a Usina Hidroelétrica de Itaipu, que é simplesmente a maior geradora de energia do mundo.
Começamos decidindo quanto tempo ficar, e foram 5 dias (os 5 dias que tivemos direito a folga por causa do casamento) e como ir: optamos por ir de carro, pois fica a 720Km daqui de Lages/SC, mais ou menos 10h de viagem.
Depois disso decidido comecei minha busca na internet para reservar hotel, descobrir o que visitar, e como funcionavam os horários e entradas nos parques etc. Isso incluiu uma pesquisa de como dar uma esticadinha no Paraguai para algumas compritchas sem cair em cilada.
Escolhemos o Hotel Nadai, eu pesquisei no trip advisor e gostei das avaliações. Para reservar eu estava quase fechando a reserva pela internet, quando lembrei da CVC, então mandei um e-mail para a agência cotar o preço e saiu bem mais barato.
O Hotel é muito bom, é um 4 estrelas (nos demos a esse luxo por estarmos em lua de mel), quartos bem confortáveis, não muito espaçosas, mas é bom, com fitness, piscina, spa e tudo mais. O café da manhã é bem variado, excelente. E o restaurante do hotel é ótimo, jantamos 3 noites lá mesmo, um cardápio bem bacana.
Enfim depois de deixar o hotel reservado, parti para compra dos ingressos para vistas às Cataratas e à Itaipu , tudo pelo seus respectivos sites com cartão de crédito, super fácil. Ingressos Cataratas do Iguaçu e Ingressos Itaipu Binacional.
Resolvidos as duas visitas principais, vamos as pesquisas para descobrir mais coisas a se fazer em Foz. Encontrei boas dicas nos sites Viaje na viagem, Matraqueando, Mochileiros, Meu destino - Compras no Paraguai, Paraguai Pink.

1º Dia - Dirigindo o dia todo

Saímos de Lages no domingo pela manhã, umas 8:30, a viagem foi bem tranquila, a estrada é boa, e na divisa dos estados nos município de Água Doce/SC e Palmas/PR tem uma usina eólica que se estende por alguns quilômetros, nos brindando com uma paisagem lindíssima.
Chegamos em Foz do Iguaçu ao anoitecer. Jantamos no hotel mesmo, e após demos uma circulada pela cidade para nos localizarmos.







2º Dia - Visita as cataratas e Free Shop

Saímos do hotel por volta das 9:30h, antes de ir às cataratas resolvemos visitar o Marco das Três Fronteiras. É um lugar bem retirado e passa por um bairro meio favela, eu já estava ficando com medo. Então a gente chega no Marco, e está tudo abandonado lá. Só descemos do carro porque vimos uns outros turistas tirando fotos, e um guardinha passou fazendo a ronda. Mas é um lugar que nem pense em ir à noite. Lá não tem nada de mais pra ver, é uma área arborizada, que era pra ser bonita mas está muito mal cuidado, tem um tipo de obelisco dizendo que ali é o Marco das Três Fronteiras - Brasil - Paraguai - Argentina, e tem uma lojinha. De lá dá pra avistar o rio que divide as fronteiras, e uma construção redonda de madeira, muito bonita mas que eu não tenho ideia do que seja. É essa primeira foto. (Alguém me diz o que é isso?)





Saindo do Marco das 3 fronteiras fomos às Cataratas, a visita às Cataratas é super bacana, você paga 29,20 se for brasileiro, para estrangeiros é mais caro (preço de abril /2014). Isso dá direito a entrada no parque e ao transporte. Na entrada tem estacionamento para carros (pago a parte) e para ônibus de turismo. Então você entra no centro de visitantes, lá tem lojinhas, lanchonete, banheiros e os guichês para comprar os ingressos ou algum passeio extra que você queira adquirir, tipo macuco safári. Nós fizemos só a visita comum mesmo. Então você entra no parque e fica esperando o ônibus, que leva os visitantes às cataratas, ele sai a cada 15 minutos, e passa por vários pontos do parque, você pode descer em qualquer ponto, e depois pegar outro ônibus para continuar subindo para as cataratas.
Para quem vai somente ver as cataratas a dica é descer no ponto número 3, assim você continua a subida  a pé, e as cachoeiras vão se revelando aos poucos pela estrada até chegar na maior. Foi o que não fizemos :D nós fomos direto ao último ponto que é na última e maior, onde tem o restaurante e etc.
Almoçamos lá, o restaurante é um buffet, normal nada de sofisticação, mas tem bastante variedade.
Nas cataratas você vai encontrar gente de tudo quanto é lugar. Como fomos em uma segunda-feira, estava bem calmo, pouca gente, mas era bem diversificado. Gente falando inglês, espanhol, um grupo de janponeses (as mulheres morrem de medo do sol, estavam com chapéus e lenços cobrindo o colo e as orelhas, tipo uau!). Já um casalzinho que estava almoçando na mesa ao lado da nossa, e tinham a maior cara de europeus, (falavam inglês), não estavam nem se preocupando com o sol, os dois super branquelos, de short, regata e chinelo, curtindo o solzinho e a caipirinha. Eu nunca pensei em tomar caipirinha acompanhando a refeição(!).
Após o almoço é que fomos verdadeiramente conhecer as cataratas, e aí não tem explicação, é só ver as fotos mesmo.
Obs. vá com roupas e calçado confortáveis, pois você vai caminhar bastante.




Quati

Vista do restaurante





Li muitas dicas que diziam que é legal passar um dia inteirinho nas cataratas, e que também é legal reservar outro dia pra ir ao lado Argentino delas. Nós não ficamos tanto tempo assim lá, mas deu pra ver tudo direitinho, aí depende do que você quer fazer. Também optamos por não ir ao parque pelo lado argentino, e não nos arrependemos.
Após sair das Cataratas, no final da  tarde, fomos ao free shop de Puerto Iguazu, que já fica do lado argentino da fronteira, é o Duty Free Shop Puerto Iguazu, nós não tínhamos intenção de grandes compras, mas fomos conhecer. Pensamos em pesquisar um precinho bacana para comprar uma nova câmera fotográfica, dessas semi profissionais, celular moderno, se tivesse num preço bom, chocolatinhos importados e eu é claro estava querendo uma base Yves Saint Laurent, que eu cometi a loucura de comprar aqui no Brasil para testar (parcelada em 18 vezes kkkk) e que é maravilhosa, mas é caríssima, minha esperança era o free shop :D
O free shop é bem bacana, e bem variado, não é muito grande mas dá pra se divertir bastante, se é que me entendem, o complicado é ir sem grana, (tipo eu naquele dia).
O marido ficou me controlando, é claro, e ainda bem. Mas quando viu vinhos ele mesmo perdeu o auto controle. Nos eletrônicos os preços estavam equiparados às lojas comuns, então, não estava valendo a pena. Os vinhos estavam com preços bons, doces balas e bombons não tinham um grande desconto mas também estava legal, agora nos cosméticos 'amiga', eu ficaria horas passeando! Os perfumes estavam com um preço muito bom, cremes e loções também. Encontrei minha querida base YSL por meros US$ 40,00, o que em reais não é muito barato, mas comparado ao preço da Sephora, por exemplo, daria pra levar 3. Pior que só tinha muito clara, tipo para peles que nunca viram o sol, e muito escura, tipo pra pele negra mesmo. E a minha cor não tinha, calcei a cara no 'portunhol' e pedi pra mocinha se ela não tinha guardado um último frasco âmbar, em algum lugar ermo. Ela foi procurar no estoque, mas não tinha mesmo (tristeza infinita). Como a base YSL era minha meta, e eu prometi a mim mesma que não iria comprar coisas que eu ainda tinha um estoque em casa, (tipo shampoo, creme hidratante... blábláblá), eu acabei desanimando. Usando o mantra da Natura Sou "Por que você precisa do que não precisa?"  Ainda assim comprei um primer da smashbox, que estava bem em conta. Paguei US$ 10,00 (que dava na época uns 28,00) e hoje pesquisando na Sephora está R$ 79,00 . Também um auto bronzeador Australian Gold por US$ 14,00, que está encalhado na minha gaveta esperando o verão. Esperando ansiosamente o verão.
Mesmo que você, como nós, esteja sem grana, é legal ir conhecer o free shop.
Após tanto bate perna voltamos ao hotel, e ficamos por lá descansando, afinal no outro dia seria a tão esperada visita à Itaipu.




3º dia - Visita à Itaipu e a saga de ir à Ciudad Del Este

Nesse dia saímos cedinho do hotel, pois nossa visita à Itaipu estava marcada para as 8:30.
No site é possível comprar vários tipos de passeios, nós escolhemos o Circuito Especial, que é um pouco mais caro, mas você pode entrar na usina e conhecer o funcionamento interno das coisas. O marido é apaixonado por essas coisas, por isso optamos por esse circuito, e não nos arrependemos.
A gente chega na recepção e tem um centro de visitantes com lojinhas, cafeteria, artesanatos. Tem o carro elétrico, que você pode dar uma voltinha, mediante um pagamento, é claro. Então você entra em um auditório, onde é passado um vídeo com a história da construção da usina, e após segue para a visita.
O circuito especial é muito legal, começa com a visita panorâmica e depois a gente entra na usina, vê as salas de controle e até uma turbina em funcionamento. Eu achei o máximo as salas de controle, que são cheias de computadores e telas parecem a Nasa que a gente vê nos filmes.





Saímos da Itaipu, por volta do meio dia, fizemos um lanche, lá mesmo, como almoço. Poderíamos passar o dia todo lá, pois existem vários outros passeios que poderiam ser feitos. Mas a tarde a gente queria ir ao Paraguai, então partimos para essa nova aventura.
Nós nunca tínhamos ido ao Paraguai antes, e quando vamos nos aproximando da fronteira as coisas começam a ficar assustadoras.
Como estávamos de carro resolvemos ir direto (geralmente as agências de turismo dos hotéis oferecem transfer para compras no Paraguai e no Free Shop). Quando nos aproximamos da ponte da Amizade, uns 3Km antes, fomos atacados por motoqueiros e panfleteiros perguntando se íamos cruzar a ponte, meu marido falou que não, (pois íamos cruzar a pé, nada de levar nosso carro para o lado paraguaio), aí o motoqueiro disse que tinha estacionamento do lado brasileiro, muito seguro e etc. O marido deu papo pra ele e acabou indo até o estacionamento, mas eu não gostei não, ficava numa ruazinha, eu sou muito desconfiada, então saímos de fininho dizendo que voltaríamos depois.
Entramos novamente na rodovia, e quanto mais se aproxima da ponte mais panfleteiros, e motoqueiros te atacam. Tem muito motoboy que faz serviço de cruzar a ponte, muita gente querendo "te ajudar". Fizemos o último retorno antes da fronteira, em meio a um trânsito caótico, e voltamos procurando um estacionamento de confiança.
Eu vi um estacionamento grande, com placas e tals, achei que devia ser confiável e resolvemos estacionar lá. R$ 20,00 para deixar o carro a tarde toda (caro né?). Deixamos tudo no carro, só levamos carteira com dinheiro e documentos, e uma mochila para trazer as coisas. 5 minutos de caminhada e atravessamos a ponte, naquele dia o trânsito a pé estava bem calmo. Mas eu sou bem desconfiada então não tirei a mão da minha bolsa. Eu levei impresso algumas dicas de lojas e shopping's confiáveis, que peguei na internet, mas antes de começar a procurá-las fomos, novamente, atacados por um panfleteiro, só que desta vez foi mais difícil de fugir porque estávamos a pé. O problema é que o marido não sabe ignorar as pessoas, e acabou dando conversa pro cara, que acompanhou a gente, e queria mostrar a loja que ele estava fazendo propaganda. Eu fiquei morrendo de medo de ele levar a gente para um assalto. Aff, não façam isso nunca, não sigam um desconhecido.O cara foi no maior papo dizendo que tem muita pirataria, muito produto falsificado, que tem que tomar muito cuidado e tals.
Fomos até a tal loja do cara, e olhamos os produtos dele. Nossa meta era a câmera semi profissional o celular Samsung Galaxy. Porém nos apresentaram uns produtos meio suspeitos, a câmera tinha alguns desgastes, tava na cara que era usada (sabe-se lá se não era roubada) e o celular uma imitação barata, numa caixinha da Samsung.Tava barato, mas era pirata. em outras lojas da mesma galeria nos ofereceram um Sansung Galaxy por R$ 200,00, 100% falsifiqueichon! Saímos de lá, e o cara queria mostrar mais lojas pra gente, (que saco), e mais produtos piratas que ele garantia que eram originais (La garantía soy yo), tivemos que dizer delicadamente, que a gente ia comer alguma coisa e depois voltava.
Enfim estávamos livres no Paraguai, naquele comércio caótico cheio de barraquinhas com coisas penduradas por tudo que é canto, sacoleiros, gente trombando em você, sujeira na rua, e tudo mais. Eu já queria comprar edredons e cobertores lindos, toalhas de mesa bordadas, adoro essas coisas de casa, mas com o dinheirinho contado resolvi focar na meta.
Peguei minha lista de lojas confiáveis e fomos à luta. Entramos na Mega Eletônicos, e aí sim aparelhos originais que alivio. O negócio é que as coisas lá ficam trancadas em armários de vidro, e você só pega depois que compra. Localizamos as câmeras e começamos as contas para converter o valor em reais. Todas as lojas aceitam reais e dólares (é lógico), mas cada uma tem sua cotação, então é bom perguntar antes. Encontramos uma câmera Sony Alpha 3000, que ficaria por quase metade do preço no Brasil, e o Sansung Galaxy que eu queria era um Win Duos, e também estava uns 40% mais barato e desta vez era sim o original! Compramos a câmera, o celular, um cartão de memória para a câmera e um rádio de minion que é coisa mais lindinha e custava 10 dólares.
É claro que eu queria muito mais, pen drive de bichinhos, radinhos fofos, tablets, TV's, secador e prancha de cabelo, liquidificador, panela elétrica... é muita coisa. Mas com o dinheiro contado, paramos nossas compras por aí. Ainda tivemos que fazer uma parte no cartão, e a loja cobra uma taxa para compras no cartão de débito ou crédito.
Após o pagamento, a gente vai no segundo andar da loja para pegar e testar os produtos. Tudo direitinho, nota fiscal,  tudo na caixinha com manuais e etc.
Para voltar o marido ficou com medo de passar a ponte a pé novamente, então pegamos um táxi, que cobrou 10 reais, para nos deixar do outro lado (caro né?).
Aí felizmente nosso carro estava são, salvo e intacto no estacionamento e conseguimos sair daquele caos com nossa câmera e celular novos e um radinho fofo de minion .

A noite fomos jantar em Puerto Iguazu na Argentina, todos comentam que os restaurantes de lá são ótimo. Perguntamos para o pessoal do hotel se era seguro, e eles disseram que sim, podíamos ir sem medo.
Acreditem se quiser, era uma terça a noite e havia fila para cruzar a fronteira, tivemos que apresentar as identidades, não é passagem livre como na Ponte da Amizade. A cidade é bem simpática, tem um Cassino super chic, que só passamos pela frente, e na rua principal tem muitos restaurantes. Escolhemos o A Piecere, pedimos uma parrilla e uma massa, muito bom e não foi muito caro.




4º dia - Shopping e descanso
No nosso quarto dia em Foz do Iguaçu, nossas obrigações já estavam cumpridas.
Cataratas - ok
Itaipu - ok
Compras no Paraguai - ok
Puerto Iguazu - ok
Que bom, porque desabou uma chuva medonha, então fomos para o shopping. Almoçamos no vuco vuco de um shopping lotado em plena quarta-feira, passeamos pelas lojinhas, eu, é claro fui à livraria. As livrarias aqui da cidade são bem pequenas, então eu fico enlouquecida quando encontro uma livraria grande, com muitos títulos e lançamentos à disposição.
A tarde fomos ao cinema, assistimos Noé, e eu sinceramente não achei tão espetacular.



5º dia - Templo budista e volta pra casa
Saímos do hotel pela manhã, com as malas prontas pra ir embora. Porém antes de pegar a estrada eu insisti com o marido para irmos ao templo budista, pois eu tinha visto as fotos do lugar e achei que valia a pena conhecer.
Chegamos lá era umas 10h da manhã, e realmente é um lugar lindo, que vale muito a pena. A entrada é livre, mas, fica aberto só as 17h. São muitas estátuas, e tudo muito bem cuidado. Tem o templo, onde não é permitido fotografar, e o jardim que é esse das fotos abaixo. Também tem uma lojinha de souvenir's.





 Essa foi nossa lua de mel. Chegamos em casa ao anoitecer do 5º dia. A viagem foi muito linda e especial, adoramos mesmo.

25 de julho de 2014

Saiu o trailer de 50 Tons

Pois é, o assunto mais comentado no momento é que finalmente saiu o trailer oficial do filme Cinquenta Tons de Cinza, que deverá ir para os cinemas em fevereiro de 2015.
Eu já falei aqui no blog sobre o livro, (Livro-50-tons-de-cinza ) e não que eu estivesse ansiosa pelo filme (até agora), mas eu gostei do livro, tem tanta gente que fala mal, mas eu gostei.
Por enquanto ainda não li as continuações porque estou com minha fila de leitura imensa, mas minha amiga já me emprestou "Cinquenta tons mais escuros" e "Cinquenta tons de liberdade" e eles estão lá me esperando, e com certeza quero lê-los.
Mas vamos ao trailer e ao filme.
Eu amei o trailer, e o Sr. Grey está perfeitamente Sr. Grey. O ator é o Jamie Dornan e faz cada olhar que só no trailer já me deixou apaixonada. Essa minha amiga que me emprestou os livros é louca pelo Matt Bomer no papel de Christian Grey, e não abre mão, eu também tinha achado ele bem parecido, mas agora vendo o Jamie Dornan com aqueles olhares (meeeeeeeeeeeee) estou convencida ele é o Sr. Grey.
Já a atriz que interpreta a Anastasia não convenceu, nem a mim, nem  a maioria das minhas amigas de leitura que trocam ideias sobre o livro/filme. É a Dakota Johnson, que para o desprazer das fãs da série escrita, não tem nada de Anastasia Steele. E a grande maioria preferia a Alexis Bledel no papel principal, e realmente ela tem muito mais cara e jeito de Anastasia. Pra quem assistiu Recém Formada a Ryden (Alexis Bledel) é muito parecida com a Anastasia. Aliás as cenas que tem em alguns trailers 'fake' de 50 tons, foram tiradas desse filme.
O importante é que nosso querido Christian Grey salva o trailer com seus olhares, jeitinhos e pegadas. Mas o trailer não tem nada muito forte não, é bem "light", aliás ficou bem lindo e de muito bom gosto.
Como eu falei antes eu não estava ansiosa pelo filme, até agora. Mas depois que vi o trailer umas 100 vezes... (101 agora), eu estou pirando pra ver o filme logo. Ai que angústia.
Outra coisa bem legal foi a nova versão da música Crazy in Love da Beyoncé, que acompanha o trailer, ficou tão ... tão... sei lá, não encontro a palavra... acho que sexy. Muito legal mesmo, bem no stilo do filme. 

Então... aí está o tão comentado trailer:



Agora são 102 vezes...
103...


26 de junho de 2014

Vestido de Noiva - Comprei pela internet

Continuando a série de postagens sobre o meu casamento, vou contar como escolhi meu vestido de noiva.
Dei uma olhada por alto na cidade e o preço de um vestido de noiva sob medida é absurdo. O aluguel também passava longe do valor que eu tinha planejado, e como a palavra chave do meu mini-wedding foi SIMPLICIDADE, comecei a procurar dicas na internet para conseguir um vestido de noiva mais em conta.
Pensei em comprar o tecido e pedir pra minha mãe fazer o vestido (ela é costureira), mas não quis sobrecarregá-la, e ainda mais porque eu sou chata e ela também e a gente ia acabar brigando.
Li em alguns sites depoimentos de noivas que encomendaram os vestidos da China, e que deu certo, chegaram inteiros, branquinhos, sãos e salvos. Então comecei a buscar nos sites Milanoo, JJ's House e Light in the Box, os valores mesmo em dólares são muito acessíveis, e os modelos são lindos. Nessa pesquisa, olhando milhares de fotos de vestidos de noiva, de todos os modelos, comprimentos e valores que possamos imaginar, defini algumas diretrizes para meu vestido:
- Mesmo sendo um mini-wedding informal, e a tarde decidi que meu vestido seria longo.
- Tomara que caia NÃO, não mesmo, tudo o que eu NÃO queria era ser mais uma noiva de vestido tomara que caia. (parece que vestido tomara que caia, virou o uniforme oficial das noivas ultimamente)
- Renda
-  Não que fosse obrigatório, mas gostei do fechamento nas costas tipo espartilho (sem aparecer pele)
- Mantilha ao invés de véu
- Não precisava ser muito armado ou rodado
- Sem pedrarias (caso tivesse algum bordado de pedrarias teria que ser muito, mas muito, discreto)

Então, nos sites acima citados, eu gostei desses modelitos (dentro da faixa de preço aceitável para meu mini wedding):

































Então, esses modelitos foram os que mais gostei e estavam a preços até que acessíveis. Pesquisei, pesquisei e pesquisei sobre comprar de sites da China, sobre importação e etc. Achei bem segura a compra, então descobri que poderia levar até 4 meses para o vestido chegar para mim. Eu não tinha 4 meses para esperar. Então desisti de comprar da China, só por isso, fiquei morrendo de vontade, mas não podia esperar tanto.
Minha amiga que mora nos "States", disse que lá tem vestidos muito baratos e começou a procurar para mim. Mas eu estava muito ansiosa, e continuei minha busca por aqui também.
Parti para o mercado de usados, pesquisando no Mercado Livre e no Enjoei.to vendendo.
Pesquisei muito, troquei muita ideia com as vendedoras, pedi medidas, e achei um vestido que amei no site do Enjoei, com um valor muito acessível e ainda estava com desconto, e vinha com a mantilha. Pelo que a moça falou ela fez sob medida, foi usado só uma vez. Passei alguns dias pensando "compro ou não compro?", e se não estiver em bom estado? se não estiver branquinho? E se não me servir?
Criei coragem e fiz a compra, a moça foi super simpática, me mandou e-mail confirmando a compra e colocou o vestido no correio no outro dia. 3 dias depois eu recebi meu sonhado vestido de noiva. Abri o pacote com o coração na mão. E lá estava meu lindo vestido, branquinho, branquinho, e sem nenhum arranhão. Ela ainda enviou junto, a renda que sobrou da confecção.
Tomei um banho e vesti. Serviu perfeitamente, não foi preciso apertar nem soltar. Mas no comprimento ficou na estica, para usar um saltinho mínimo que fosse eu precisaria aumentar a barra, e não tinha barra sobrando. Mas isso não me abalou, já fui logo pensando em ideias para aumentar o comprimento. Precisaria uns 5 ou 10cm dependendo do sapato que eu escolhesse.
O sapato foi outra coisa difícil, acabei comprando dois! Mas vou fazer outro post somente sobre essa escolha!
Então, o vestido havia chegado são e salvo e isso é que era importante. Falei com minha mãe e fomos à luta. Compramos um pedaço de cetim branco e a princípio íamos fazer uns babadinhos para colocar na barra e aumentar, mas descobrimos que não ia ficar legal por causa da cauda. Então resolvi fazer duas dobrinhas na barra da frente do vestido, que iam diminuindo até acabar na cauda, e ficou assim:



Eu também usei as rendas que sobraram para bordar a cauda do vestido. Apliquei com cola para tecido.

Enfim, meu vestido numa visão geral:








Eu amei meu vestido, fiquei super feliz com minha escolha.

 P.S. Antes de entrar na recepção eu fui retocar a maquiagem e derramei base na saia do vestido... acreditem, isso aconteceu. Mas eu tava tão "nem aí pro mundo" que eu queria só aproveitar meu cassamento, fiz uma dobrinha onde estava a mancha, segurei com um alfinete e parti pra festa.  Se alguém reparou nisso, não comentou, pelo menos não comigo hehehehe!

Obs. Somos tradicionalistas e sim meu noivo estava de chapéu, ele usou para dançar a valsa, e acabou ficando de chapéu a festa toda.



12 de junho de 2014

Música Grude: No florir das Açucenas

Já que hoje é dia dos namorados vamos lá:
Música Romântica? Sensual? Ou de mau gosto? Hoje vou falar da diferença da música romântica sensual e dessas besteiras que andam por aí.
Essa semana estava ouvindo um programa de rádio, de música gaúcha nativista, aqui de Lages, e ouvi uma música linda do Quarteto Coração de Potro. Sim, eu já conhecia a música, mas nunca tinha tirado para comparar a letra com essa besteirada que anda tocando noite e dia nas rádios e na TV.
Essa música, chama "No florir das Açucenas" é bem romântica, mas além disso é sensual, porém de um jeito muito sutil e agradável para se ouvir. Quando se diz "tenho ganas de ser vento pra acariciar teu vestido" é sensual não é?
Aí, nessa febre de sertanejo você ouve coisas do tipo "Pirou mulher? Tá doidaça. Vem que vem com tudo que hoje a gente se arregaça"... Que tipo de música de mau gosto é essa? E pensar que as tem mocinhas repetindo esse refrão, dançando e rebolando.
Foi nisso que fiquei pensando quando ouvi hoje  "No florir das Açucenas", como a abordagem é diferente, como a poesia deixa tudo mais doce. "Quisera eu ser poesia sussurrando em teu ouvido"... não é lindo?
Não só na música nativista, mas sei que em outros gêneros também ainda existem músicas que preservam a poesia, e valorizam o trabalho do autor de uma letra, - e do compositor da melodia, não esqueçamos disso.- Falo da música nativista porque é a que mais ouço, e realmente com o que tenho ouvido ao longe quando ligo o rádio fora dos programas gaúchos, a coisa é um pouco assustadora.
E essa música da qual eu comentei, (a gente se arregaça) é só um exemplo, sei que tem muitas outras por aí, de rapazinhos de cabelo moicano, que vão tirar a camisa no programa do Silvio Santos. Felizmente na nossa boa música nativista também tem outras letras, que mesmo sensuais conservam o romantismo e a poesia, tipo Xucros Desejos (Quando beijo a sua boca, mais doce que mel campeiro...) de Oswaldir e Carlos Magrão, Depois da Lida (Seu olhar já atiça os meus sentidos ela insinua que existe uma mulher, toda minha dentro do vestido...) letra de Roberto Huerta / César Oliveira gravada pelos Os Mateadores ou Leoncio Severo.

Mas a questão é que No Florir das Açucenas se tornou minha música grude dessa semana, e fecha direitinho como trilha sonora para o dia dos namorados, não acha?


Tem um vídeo no You Tube em que o som está melhor, mas não consegui puxar para o Blog, se quiser ouvir clique aqui



No Florir das Açucenas
(Quarteto Coração de Potro)

Em teu olhar o azul do céu.
Riso de jardim florido.
Tenho ganas de ser vento,
Pra acariciar teu vestido.

Tenho ânsias veraneiras,
Em teus lábios de pitanga;
De ser água cristalina
A te banhar lá na sanga.

Quisera eu ser o sol
No florir das açucenas,
Para bronzear lentamente
Todo teu corpo, morena.
Quisera eu ser poesia
Sussurrando em teu ouvido,
Para sentir a alegria
Em teu coração comovido.

Se o destino assim quiser
Posso ser um passarinho
Para te acordar mulher,
No aconchego do ninho.

Por isso pra ti eu canto
E na noite acendo um clarão!
Amor é cerne queimando
No fogo desta paixão.

10 de junho de 2014

Resenha: Estranho Irresístivel



Segundo livro da série “Cretino Irresistível”, superou minhas expectativas, e eu achei melhor que o primeiro.
Não sei se foi porque me identifiquei mais com a Sara, ou porque o Max é muito mais apaixonante, ou pelas duas coisas, mas o “estranho” me conquistou.
Esse livro segue a mesma receita do anterior, revezando a narração dos capítulos pelo mocinho e pela mocinha, e segue aquela pegada quente e erótica do anterior, só que ainda mais picante!
Os personagens aqui são Max Stella, um britânico que mora em Nova Iorque, amigo das antigas de Bennett. E Sara... isso mesmo, a amiga de Chloe,  aquela que era assistente do irmão de Bennett na empresa, e que tinha um noivo. Ela “tinha” um noivo, mas terminou o namoro de seis anos, largou tudo em Chicago e foi morar em Nova Iorque.
Novo emprego, nova casa, nova Sara... e, essa Sara, é bem maluquinha, ela resolve que não quer nada sério, que vai chutar o balde, e na primeira saída dela na noite nova iorquina ela faz sexo com um desconhecido em uma boate.
Se for pra falar em cenas quentes, Estranho Irresistível é bem mais “pesado”, digamos, do que Cretino, mas não cai naquela baboseira de chicotes e algemas. As loucuras desse casal tem uma pegada de sexo em público, mas escondido, sabe?  É uma coisa tipo, “alguém pode nos pegar no flagra”. Mas o casal é muito fofo, apesar da resistência da Sara em querer admitir que gosta mesmo dele. Bom, ela foi muito magoada no relacionamento anterior e a gente entende.
Já Max é um mulherengo fofo, - jamais pensei que as palavras mulherengo e fofo pudessem ser usadas na mesma frase, mas com Max isso é possível - que descobre que Sara pode ser um algo mais na vida dele, mas vai ter que ir com calma para não assustar nossa, recém depravada,  protagonista.
É um romance bem erótico, e mais uma vez a gente fica torcendo para dar tudo certo entre os dois.


Trechos:

 “Olhei para cima – para cima mesmo – e vi o rosto do homem que estava encostado em mim no balcão do bar lotado. Ele tinha quase o tamanho de uma árvore e fez um gesto com a cabeça em direção ao barman.
- Você nunca deve gritar com um barman, flor. Principalmente com a bebida que você vai pedir. Pete odeio preparar drinque de mulherzinha.

É claro. Típico da minha vida: encontrar um homem lindo apenas alguns dias depois de jurar que ficaria solteira. Um homem com sotaque britânico. O universo tinha mesmo um senso de humor hilário.

- Como você sabe o que eu vou pedir? – meu sorriso aumentou, tentando imitar o dele, mas provavelmente parecendo bem menos charmoso. Dei graças a Deus pelos drinques que eu já tinha bebido, pois a Sara sóbria teria respondido com monossílabos, um aceno de cabeça e só.”

“Fazia tanto tempo desde a última vez em que eu havia olhado para outro homem desse jeito. (...) Infelizmente eu nem sabia mais como paquerar. (...) Eu estava tão enferrujada para aquele ritual que praticamente tinha virado uma virgem de novo.”

 “Por que diabos eu de repente queria ajeitar uma mecha do cabelo dela? Meu plano oficialmente foi por água abaixo.”


“Talvez Will estivesse certo. Desde que tinha conhecido Sara, as outras mulheres pareciam previsíveis e domesticadas demais.”






Sinopse:

Um charmoso playboy britânico. Uma garota determinada a finalmente viver. E uma ligação secreta revelada em cores quentes...
Após ser traída, Sara Dillon se muda para Nova York em busca de agitação e paixão sem compromisso. É assim que ela encontra um sexy e irresistível britânico dançando em uma boate que não deveria significar nada além de uma noite de diversão. Mas a maneira – e a velocidade – com a qual ele acaba com suas inibições está prestes a transformar essa relação em algo arrebatador.
A cidade inteira sabe que Max Stella ama as mulheres. Isso não significa que ele tenha encontrado uma que realmente desejasse manter por perto.  Apesar de atrair muito com seu charme de bad boy da Wall Street, é só quando Sara aparece em sua vida que ele começa a se perguntar se existe alguém para estabelecer uma relação fora do quarto.
Encontrando-se em lugares onde qualquer um pode vê-los, o que assusta Sara mais do que ser pega em público é ter Max muito próximo...


Eu imagino o estranho irresistível  assim:
Apesar de o Liam Hemsworth ser meio novinho.


Novos rumos

Simplicidade de Mãe e novos rumos no blog

Queridos leitores, eu fiquei um bom tempo afastada do blog, com muitas ideias e assuntos para escrever, mas sem tempo. Em primeiro lugar, p...

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