21 de outubro de 2013

Quero meus cachos de volta



A trajetória dos meus cabelos parte II 

Faz 5 meses que estou limpa :D (hehehehe)

Depois da longa postagem que fiz em junho/2013, contando a trajetória dos meus cabelos, sinto-me na obrigação de postar novamente para acompanhamento.
Pois é, 5 meses sem química no cabelo, tratando e tentando manter ele decente até que cresça o suficiente para cortar toda a química e poder voltar aos cachos.
Essa fase de transição é muito difícil, porque o cabelo fica realmente o ó. O meu caso ainda é um pouco pior, porque além da fase de transição do liso para o cacheado, raiz cacheada, pontas lisas, eu sofri quase um corte químico, lembram que contei no primeiro post? E, inclusive, esse foi o principal motivo que me levou a abandonar com esse negócio de escova de tudo quanto é coisa. Pois bem, os fios que sofreram a quebra química, estão crescendo, e encontram-se em uma fase que não há santo que os dome. 
Está bem difícil manter um visual aceitável, mas não será isso que vai me fazer desistir. Sei que tenho que passar por isso, para ter meus cachos de volta e estou encarando a situação. 

 Meus cabelos ainda estão curtos, pelo ombro, pois nesse meio tempo, eu cortei as pontas novamente. 


Continuo usando produtos de boa qualidade para hidratar e nutrir, e tenho usado chapinha só em ocasiões em que é absolutamente necessário. Tentei usar o baby liss, e amei. Fiquei tão feliz em ter cachos novamente, mesmo que “meio artificiais”! Mas fazer baby liss no meu cabelo é muito demorado, pois tenho muito cabelo, então fico com preguiça, mas deixo a dica pra quem está passando pela fase de transição e bate aquela vontade de desistir: faz um baby liss que você vai lembrar-se de como é ter cachos, e a vontade de voltar pra progressiva passa!




Falando nos produtos, no outro post eu disse que gastei horrores com os produtos da alfaparf para tentar melhorar o problema da quebra. Então quero deixar registrado que valeu a pena. Faz quase 5 meses e ainda tenho shampoo, condicionar e creme para pentear, e acho que ainda dura mais um mês. Só o creme de tratamento que está acabando, mas no desespero eu usei bastante mesmo. Então, considerando um produto de boa qualidade que dá um efeito muito bom no cabelo e está durando pra caramba, não sai tão caro.




Atualmente, tenho cuidado do meu cabelo assim:
- Cuidado diário: lavo com shampoo Elséve reparação total 5 (que é mais barato), enxaguo e lavo novamente com o shampoo Alfaparf Nutri seduction, enxaguo muito bem. Em vez de condicionador uso creme de tratamento Alfaparf, uma vez nutri seduction e a próxima midollo di bamboo. Comprei um creme de tratamento da Bioextratus com manteiga de karité para substituir o nutri seduction que está acabando. Seco com uma camiseta (nada de toalha), e passo leave-in Alfaparf Midollo di bamboo. As vezes uso leave in Elséve reparação total 5, também gostei.

Aqui abro um parêntese:  Em qualquer lugar que você pesquise sobre tratamento e cuidados para o cabelo, principalmente cacheados ou em transição, vai estar lá em letras garrafais: NÃO LAVE O CABELO COM ÁGUA QUENTE, vai ressecar e etc... pois eu tenho uma sugestão, em letras garrafais também pra quem diz isso: VEM SENTIR NA PELE... EXPERIMENTA VIR MORAR AQUI NO SUL! Experimenta! Principalmente na região serrana. Alguém acha que é possível lavar o cabelo com água fria em um clima de 5º??? Não dá, simplesmente não dá. Com o frio que faz aqui é impossível  não usar água quente. Eu mesma, tomo banho em água fervente. O que eu tenho tentado fazer é manter o cabelo fora da água e quando vou lavar o cabelo deixo a água morna, em uma temperatura suportável. Lavo rapidinho, enxáguo, e enquanto o condicionador age eu volto à água fervente para o resto do corpo... e assim vamos levando. Deste modo tenho plena consciência de que tenho que compensar mais isso com hidratações e nutrições.
Fecho aqui o meu parênteses de desabafo.


- Uma vez por semana uso shampoo anti resíduos e após tratamento com ampola ou queratina líquida.
- No dia que eu não lavo o cabelo, eu passo óleo Queravit da Bioextratus antes do banho e coloco a touca de plástico de banho. Com o calor do chuveiro o óleo penetra melhor e o cabelo fica bem macio.
- Para tentar domar o cabelo tenho usado pomada, gel e spray. Geralmente uso preso em rabo de cavalo ou coque, com tic-tac’s para segurar o cabelo perto da raiz que quebrou e está crescendo desordenadamente. Foi a maneira que encontrei de suportar esse período, sem parecer muito assustadora!
- Quando preciso fazer chapinha seco bem e uso o protetor térmico da Phytoervas. 


As vezes me pergunto: Caramba, se usando tudo isso meu cabelo está desse jeito, (ressecada, quebrado, acabado) imagina se eu não usasse?
Sei lá, talvez aí ele não fosse tão rebelde né? Vai saber.
Sei que esse negócio de voltar a ter cachos é complicado, mas o mais importante é força de vontade para não cair na tentação de voltar às progressivas ou definitivas.

16 de outubro de 2013

O Duque e Eu - Julia Quinn




Como estou nessa fase de romances de época, comprei mais um da editora Arqueiro. Li críticas muita boas sobre a escritora Julia Quinn e me arrisquei a conhecer a série “Os Bridgertons” começando com “O Duque e eu”.
O livro é ótimo, mas como eu virei fã da Lisa Kleypas e da forma como ela escreve, achei esse da Julia Quinn meio enrolado. E a nossa querida Daphne, que é a personagem principal, é um tanto sem sal nem açúcar. Porém os irmãos dela iluminam o livro, Anthony, Benedict e Colin, são tão lindos que já me apaixonei, sem nem conhecê-los direito.
O livro conta a história de Simon, o duque, e Daphne, que é filha de um Visconde (falecido) e irmã de Antony, o melhor amigo de Simon. Acontece em Londres por volta de 1813. Para variar Simon, é lindo, rico e cavalheiro, e conquista qualquer mulher com seus olhos azul azulzíssimos, mas não quer se casar. Já Daphne quer se casar e ter uma casa cheia de filhos, mas não consegue pretendentes, e por aí se desenrola a história.
A história é legal e muito divertida, os personagens tem características fortes e têm tiradas ótimas. Desde a matriarca dos Bridgertons, Violet, até uma tal de LADY WHISTLEDOWN, anônima que escreve uma coluna de fofocas no jornal da cidade. Como os Bridgertons são oito irmãos, teremos 8 livros, o que nos garante muitas risadas.
Um dos trechos que mais me fez rir, foi esse em que Violet, a mãe de Daphne, tenta explicar a ela sobre os bebês:

"Violet soltou uma risada nervosa.
- Eu me esqueci de mencionar a parte sobre o bebê?
- Mamãe!
- Muito bem. Os seus deveres conjugais... quer dizer, a consumação... é como se fazem os bebês.
Daphne se apoiou na parede.
- Então a senhora fez isso oito vezes?
- Não!
Daphne ficou confusa. As explicações da mãe estavam sendo vagas demais, e ela ainda não sabia exatamente o que eram os tais deveres conjugais, mas alguma coisa não estava batendo."  (pag 179)

Enfim o livro é bom, não é perfeito, mas é bom. Eu já garanti “O Visconde que me amava”, segundo livro da série e que conta a história de Anthony, e estou aqui com coraçõezinhos nos olhos, esperando que esse livro seja melhor, porque o Anthony é ótimo! 


11 de outubro de 2013

Livro: 50 Tons de Cinza


 Comecei a ler o famoso livro 50 Tons de Cinza por pura curiosidade. Tem tanta gente que ama, e tanta gente que odeia que eu fiquei na dúvida se compraria esse livro. Li tantas críticas ruins, que achei que não valeria a pena. Pois bem, eis que um belo dia no facebook li alguma coisa sobre “gravata cinza”, e como eu detesto ser a pessoa que não entende a piada, resolvi ler o livro, para entender.
Obs. Nesta resenha me refiro a apenas o 1º livro da série, pois ainda não li os demais.
Minha opinião: O livro NÃO é ruim. É um livro erótico, ou um “romance hot”, então quem não gosta desse gênero é melhor não ler. Mas na verdade não achei nada de absurdo nele. Como todos sabem o tal de Christian Grey é um multibilionário que pertence ao mundo BDSM, o qual me abstenho de comentar, mas se você quer saber melhor clica na sigla e dá uma olhada na Wikipedia e Anastácia é uma moça meio ingênua. Eu esperava realmente cenas intensas de sexo com chicotes, surras e essas coisas. Estava preparada para pular algumas páginas desinteressantes (para mim), mas nada disso aconteceu. Não achei um livro pesado, não mesmo. E comparando ao total do livro, as cenas de BDSM são poucas. A história gira em torno do casal Anastácia e Grey, e é narrada em primeira pessoa pela protagonista. Os personagens secundários são poucos e só aparecem para dar suporte aos principais.

O que eu achei legal?

1 - A Anastácia não é uma mocinha perfeita, como em tantos livros por aí. Ela não é  rica, é insegura e nem é a mulher mais linda do mundo, isso fica claro. Ela tem cabelos cacheados e rebeldes, e é toda estabanada. Aliás, quando ela conhece o “mocinho”, paga um mico terrível, tropeça, caí, faz tudo errado. Me diverti bastante com ela.
2 – A linguagem usada é bem “usual”, digamos. A tradução não tentou suavizar o livro retirando os palavrões. Eles estão lá, onde deveriam estar, e volta e meia a Anastácia solta um “puta merda” mental.
3 – Eles se comunicam por e-mail e por mensagem de texto no celular. Está tudo lá presente no livro, mostrando inclusive como é mais fácil escrever do que falar algumas coisas. Deixando tudo mais real.
4 – Ela (Anastácia) discute com seu subconsciente, como qualquer pessoa real.
5 – O final é bacana, não cai na mesmice.


O que não gostei:

1 – Do meio para o final a Anastácia fica chata, querendo saber incansavelmente sobre as ex dele, e isso irrita a gente, porque é claro que ele fica bravo com isso, e ela acaba estragando as coisas, várias vezes. Mas quem nunca deu uma de chata, que atire a primeira pedra.
2 – A autora repete demais algumas coisas. Eu pensava: caramba, eu já entendi isso, não precisa ficar repetindo, - e de repente estava lá de novo a mesma frase. Exemplo, como as calças caem bem sobre os quadris dele, ela repete isso incansavelmente, e é chato.
3 – A nossa protagonista passa 90% do tempo, corando, ficando vermelha ou ruborizando. Ela ruboriza com tudo: palavras, ações, pensamento, olhares... ela ruboriza demais. E isso fica muito chato.
4 – Ela se refere demais a uma tal de “Deusa interior”, que ao meu entender é, tipo, o lado mais feminino dela,  um outro subconsciente que domina seu lado sexual, mais ou menos isso, seria legal se ela não repetisse tanto.

Enfim, eu até que gostei do livro, é um romance e eu gosto de romances. Está longe de ser o livro perfeito, mas é bem bacana. Acho que muita gente julga, por que se acha superior demais para gostar de best sellers. Eu não vejo motivos para que esse livro seja um, mas sabemos muito bem que isso tem muita mais a ver com marketing (e sorte) do que com qualidade de escrita. Há tantos livros bons que nunca entraram na lista de best seller. Com certeza  50 Tons de Cinza não é o melhor, mas também não é o pior dessa tal lista!
Se eu vou ler os demais livros da série? Acredito que sim, fiquei curiosa sobre o que vai acontecer com a Srta Steele. 

8 de outubro de 2013

Música grude: Os Silêncios das Janelas do Povoado

Ouço essa música e dou asas à imaginação. Fico imaginando os fatos, e é uma música tão misteriosa que me encanta. Um filme inspirado nela seria legal.
Interessante também é que, é um terceiro narrando a história de um assassinato, e nem ele sabe direito o que acontece, o que nos dá margem para fantasiar sobre os motivos...  as pessoas. O que teria feito aquele homem para merecer esse destino? E os 4 homens de poncho e chapéu vieram de onde? Estavam vingando a honra? Foram apenas contratados? E os habitantes do povoado, "silenciam por medo", por certo já conheciam a fama do homem? ou dos cavaleiros?
Por outro lado se tomarmos a letra por um plano geral, podemos observar a questão de que as pessoas não querem se envolver nos problemas das outras... e por aí vai.

Ritmo: Chamamé
Quem eu ouço cantando: Luiz Marenco e Gustavo Teixeira
Trecho preferido:

"Traziam fios de adagas, e silêncios pra entregar...
-Era um gateado e três baios, foi o que deu pra enxergar!"
 


OS SILÊNCIOS DAS JANELAS DO POVOADO
 


Era um fim de dia quieto pra quem quisesse ouvi-lo
Apesar do céu sangrando, alguns mateavam tranquilos.
Foi quando cascos nas pedras, e constâncias de esporas
Quebraram o calmo das casas, chamando olhares pra fora.

Iam adentrando o povoado. Quatro homens bem montados
Três baios de cabos-negros. Bem à direita um gateado.
Ponchos negros sobre os ombros. Chapéus batidos na face
Silhuetas desconhecidas, pra qualquer um que olhasse.

Traziam vozes de mandos, nas suas bocas cerradas
E aparecendo nos ponchos pontas de adagas afiadas.
Olhavam sempre por perto até mirarem um "ranchito"
E sofrenarem os cavalo, onde um apeou solito.

Primeiro um rangido fraco, depois um grito "prendido"
E a intenção da adaga tinha mostrado sentido.
E os quatro em seus silêncios voltaram no mesmo tranco
Deixando junto a soleira vermelho num lenço branco.

Era mais um que ficava. Depois que os quatro partiam.
Por certo em baixo dos ponchos. Algum mandado traziam.
Traziam fios de adagas, e silêncios pra entregar...
- Era um gateado e três baios, foi o que deu pra enxergar!!

Ninguém sabe, ninguém viu, notícias viram depois.
Alguém firmava na adaga só não se sabe quem foi.
E o povoado segue o mesmo, dormindo sempre mais cedo
Dormem ouvindo o silêncio e silenciam por medo.
  
 

Novos rumos

Simplicidade de Mãe e novos rumos no blog

Queridos leitores, eu fiquei um bom tempo afastada do blog, com muitas ideias e assuntos para escrever, mas sem tempo. Em primeiro lugar, p...

Nossas Redes Sociais