8 de outubro de 2013

Música grude: Os Silêncios das Janelas do Povoado

Ouço essa música e dou asas à imaginação. Fico imaginando os fatos, e é uma música tão misteriosa que me encanta. Um filme inspirado nela seria legal.
Interessante também é que, é um terceiro narrando a história de um assassinato, e nem ele sabe direito o que acontece, o que nos dá margem para fantasiar sobre os motivos...  as pessoas. O que teria feito aquele homem para merecer esse destino? E os 4 homens de poncho e chapéu vieram de onde? Estavam vingando a honra? Foram apenas contratados? E os habitantes do povoado, "silenciam por medo", por certo já conheciam a fama do homem? ou dos cavaleiros?
Por outro lado se tomarmos a letra por um plano geral, podemos observar a questão de que as pessoas não querem se envolver nos problemas das outras... e por aí vai.

Ritmo: Chamamé
Quem eu ouço cantando: Luiz Marenco e Gustavo Teixeira
Trecho preferido:

"Traziam fios de adagas, e silêncios pra entregar...
-Era um gateado e três baios, foi o que deu pra enxergar!"
 


OS SILÊNCIOS DAS JANELAS DO POVOADO
 


Era um fim de dia quieto pra quem quisesse ouvi-lo
Apesar do céu sangrando, alguns mateavam tranquilos.
Foi quando cascos nas pedras, e constâncias de esporas
Quebraram o calmo das casas, chamando olhares pra fora.

Iam adentrando o povoado. Quatro homens bem montados
Três baios de cabos-negros. Bem à direita um gateado.
Ponchos negros sobre os ombros. Chapéus batidos na face
Silhuetas desconhecidas, pra qualquer um que olhasse.

Traziam vozes de mandos, nas suas bocas cerradas
E aparecendo nos ponchos pontas de adagas afiadas.
Olhavam sempre por perto até mirarem um "ranchito"
E sofrenarem os cavalo, onde um apeou solito.

Primeiro um rangido fraco, depois um grito "prendido"
E a intenção da adaga tinha mostrado sentido.
E os quatro em seus silêncios voltaram no mesmo tranco
Deixando junto a soleira vermelho num lenço branco.

Era mais um que ficava. Depois que os quatro partiam.
Por certo em baixo dos ponchos. Algum mandado traziam.
Traziam fios de adagas, e silêncios pra entregar...
- Era um gateado e três baios, foi o que deu pra enxergar!!

Ninguém sabe, ninguém viu, notícias viram depois.
Alguém firmava na adaga só não se sabe quem foi.
E o povoado segue o mesmo, dormindo sempre mais cedo
Dormem ouvindo o silêncio e silenciam por medo.
  
 

4 de outubro de 2013

Dormir Juntos - Martha Medeiros


É o sonho de toda garota em vias de transformar-se em mulher: dormir junto com o seu Romeu. Talvez ela nem tenha encontrado o príncipe ainda, mas já sonha em dividir lençóis com ele. Um homem seu a noite inteira, os dois protegidos por quatro paredes. Nada daquela pressa de motel, daquele cenário impessoal, daquele castigo de ter que sair de madrugada para voltar para a casa dos pais. Nada de barraca de camping, aquele desconforto, aqueles insetos todos que não foram convidados. Nada de cochilos na rede, de romance dentro do carro, de rapidinhas no meio do mato. Isto faz parte do anedotário da adolescência, quando estamos a ponto de bala e tudo vale. Bom mesmo é dormir juntos numa aconchegante cama de casal, com direito a oito horas de sono e intimidade.
Case e verá. Dividir o mesmo colchão tem vantagens, evidente, e não apenas aquelas que você está pensando. É ótimo enfiar os pés no meio das pernas do outro, principalmente quando está fazendo 2 graus lá fora. É ótimo quando ele levanta para tomar água e traz um copo pra você também. É ótimo ter alguém para pedir que investigue que barulho estranho foi aquele na sala. É ótimo ter alguém para abraçar sem segundas intenções, sem erotismo, só pelo carinho, só pelo calor. Pena que não seja sempre assim.
O amor é cego mas não é surdo: seu príncipe ronca. Você não ronca, mas fala dormindo. O silêncio exigido depois das 22 horas é quebrado por grunhidos, relinchos, ruídos cavernosos. Ou confissões desencontradas, gritos de pesadelo, nomes que não deveriam ser ditos. Vocês acham que fazem muito escândalo acordados, mas é quando entram no mundo dos sonhos que o fuzuê começa.
Se não é o ronco que tira o humor do casal, é o termostato. Ela quer três cobertores assim que entra março. Ele admite uma colcha quando está nevando. Ela dorme de pijama, meias e uma caixa de Kleenex na cabeceira. Ele entra na cama como veio ao mundo e liga o ar-condicionado na potência máxima, não importa a estação do ano. Apaixonados de dia, arquiinimigos de madrugada.
Ele quer a janela aberta, ela trancafiada. Ele quer as cobertas soltas, ela gosta de tudo bem preso na cama. Ele quer três travesseiros de pluma só para ele, ela dorme sem nenhum porque tem problema de coluna. Ele tem o sono leve, acorda quando ela espirra. Ela tem o sono pesado, não acorda com o alarme de incêndio. Ele se vira a noite inteira, ela se mexe tanto quanto um cadáver. Ele gosta de ver o Amaury Jr. na cama, ela gosta de ler. Ele deixa as meias que usou o dia inteiro jogadas no chão do quarto, ela coloca duas gotas de Chanel número 5 depois de escovar os dentes. Ela é Marylin, ele é Maguila, e quando não estão transando, sonham com uma cama king size, até que dois quartos os separem”

(MARTHA MEDEIROS)


Precisa falar mais alguma coisa? 
Claro que não né! Martha Medeiros é sempre ótima. E acertou mais uma vez.

30 de setembro de 2013

Brida - As Valkírias - Na margem do Rio Piedra eu sentei e chorei - de Paulo Coelho



“Se a dor tiver que vir, que venha rápido (...) Porque tenho uma vida pela frente, e preciso usá-la da melhor maneira possível. Se ele tem que fazer alguma escolha, que faça logo. Então eu o espero. Ou o esqueço.
Esperar dói. Esquecer dói. Mas não saber que decisão tomar é o pior dos sofrimentos.”



Li meu primeiro livro do Paulo Coelho quando estava na faculdade, finalmente eu tinha uma grande biblioteca a minha disposição. Não que a biblioteca da Universidade fosse muito grande, mas comparada à salinha minúscula que era a biblioteca municipal da minha cidade, aquela, da Universidade, já estava de bom tamanho.
Enquanto procurava livros contábeis, resolvi também procurar romances, e quando vi "O Diário de um Mago" disponível, peguei-o instantaneamente. Assim comecei a ler as obras de Paulo Coelho. Fui passando de uma para outra, entreguei “O Diário de um Mago” e peguei “O Alquimista” e assim por diante.
Como todos sabem, Paulo Coelho é o escritor brasileiro que mais vendeu livros em todos os tempos, e por aí ouvem-se muitas críticas contra e a favor. Mas eu particularmente gosto muito da escrita dele. Não que eu seja seguidora de sua filosofia mística, ou de seus exercícios mágicos, mas gosta de sua maneira de ver o mundo, e seus livros nos levam a entender e superar muitas de nossas  dificuldades.
Como já faz muito tempo que li os livros, não posso fazer uma resenha muito completa, aliás, são muitos, então pretendo relê-los para expor minha opinião aqui no blog. Porém, hoje vou falar dos meus preferidos. É difícil escolher, mas dentre os títulos que já li posso destacar três: “Brida” , “As Valkírias” e “Na Margem do Rio Piedra eu Sentei e Chorei”. Este último é o que está mais vivo em minha memória, portanto concluo que deve ser o que mais gostei!
Como já comentei aqui no blog, sempre destaco algumas frases dos livros que leio, e revirando velhas agendas encontrei-os anotados. Vamos ver:
 
Brida conta a história de uma moça comum que quer ser uma bruxa. Tem meio que um triângulo amoroso, que rola pela história, Brida tem um namorado (ou noivo, não lembro bem) e aparece um Mago na vida dela. Acontece também uma busca pela alma gêmea ou “a outra parte”.

Trechos: “Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém... Essa é a verdadeira experiência de ser livre: ter a coisa mais importante do mundo sem possuí-la.”

“Não devemos julgar a vida dos outros, porque cada um de nós sabe de sua própria dor e renúncia. Uma coisa é você achar que está no caminho certo, outra é achar que seu caminho é o único!”


O livro As Valkírias fala da busca do escritor pelo seu anjo da guarda, e eu simpatizo muito com esse pensamento. Ele parte em uma viagem por um deserto para encontrar uma pessoa que pode lhe ensinar como conversar com seu anjo da guarda. Não como conversamos em orações, mas conversar mesmo, enxergando ele. Durante essa jornada aparecem as Valkírias (que são tipo “cavaleiras lendárias”, mas andam de moto). Paulo Coelho está acompanhado da esposa nessa viagem, e aí surge uma rivalidade entre ela e uma das Valkírias. Não para saber o que é fato e o que é ficção. Existem coisa bem fora da realidade, mas como sempre algumas frases nos tocam bastante.

Trechos: "A gente sempre destrói aquilo que mais ama em campo aberto, ou numa emboscada; alguns com a leveza do carinho outros com a dureza da palavra; os covardes destroem com um beijo, os valentes, destroem com a espada."
"Bastava acreditar que anjos existem, bastava precisar de anjos. E eles se mostravam, brilhantes como o raiar da manhã."

Existe também um trecho, que eu não anotei, mas que passou a fazer parte da minha vida. É uma cena em que eles e o rapaz que sabe falar com os anjos, resolvem sair para uma aula prática, e o rapaz esquece alguma coisa em “casa”, assim ele volta para buscar e fica esperando alguns momentos na frente de casa, antes de sair novamente. Quando questionado sobre o que estava fazendo ele responde que quando esquecemos alguma coisa e temos que voltar para buscar, é nosso anjo, nos atrasando, para tirar obstáculos do nosso caminho, e nos proteger (mais ou menos isso). Sempre que eu esqueço alguma coisa, eu lembro disso, e agradeço ao meu anjo por estar perto de mim.

Na Margem do Rio Piedra eu sentei e chorei, é o mais romântico, e por isso merece que sua sinopse seja postada:


Numa história de amor estão os mistérios da vida. Pilar e seu companheiro conheceram-se na infância, afastaram-se na adolescência, e - onze anos depois - tornam a se encontrar. Ela, uma mulher que a vida ensinou a ser forte e a não demonstrar seus sentimentos. Ele, um homem capaz de fazer milagres, que busca na religião uma solução para os seus conflitos.
Os dois estão unidos pela vontade de mudar, de seguir os próprios sonhos, de encontrar um caminho diferente. Para isto, é preciso vencer muitos obstáculos interiores: o medo da entrega, a culpa, os preconceitos. Pilar e seu companheiro resolvem viajar até uma pequena aldeia nas montanhas - e trilhar o difícil caminho de reencontro com suas próprias verdades.

Para quem leu, a passagem sobre o “quebre o copo”, é a melhor. Para quem não leu, quando ler vai entender.

Trechos:
Tentando julgar o amor futuro pelo sofrimento passado. O amor é sempre novo. Não importa que amemos uma, duas, dez vezes na vida - sempre estamos diante de uma situação que não conhecemos. O amor pode nos levar ao inferno ou ao paraíso, mas sempre nos leva a algum lugar.”

E uma passagem que sempre levo comigo foi a que citei no ínicio da postagem, não apenas para o amor, mas para todas as decisões:
“Se a dor tiver que vir, que venha rápido (...) Porque tenho uma vida pela frente, e preciso usá-la da melhor maneira possível. Se ele tem que fazer alguma escolha, que faça logo. Então eu o espero. Ou o esqueço.
Esperar dói. Esquecer dói. Mas não saber que decisão tomar é o pior dos sofrimentos.”


28 de setembro de 2013

Usando Cinto



Dicas de Gloria Kalil
 
Foi-se o tempo em que o cinto era usado para manter a calça no lugar. Hoje em dia, o acessório serve para dar uma graça a mais às produções e marcam, ou deslocam, a cintura em looks com saias, vestidos, shorts e camisas, além de ficarem muito charmosos em cima de cardigãs de lã ou algodão. Mais: não precisa nem usá-los afivelados. Um nó pode muito bem fazer as vezes de fivela.

 Para usar já, escolha os mais finos e continue usando até o ano que vem. "Não precisa se preocupar em combinar com sapato e bolsa", diz Gloria Kalil - aliás, um cinto de estampa de onça, por exemplo, é muito bem-vindo em um look monocromático em preto ou cinza.
Mas, apesar da variedade de opções de modelos e maneiras de usá-los, não é toda mulher que fica bem com o acessório: os cintos cortam a silhueta e podem ressaltar pequenas desproporções. Cada tipo físico pede uma largura e um uso diferente, olha só:

. Mulheres de tronco curto e pernas longas devem escolher cintos finos, como os da moda, e atá-los nos quadris ou um pouco acima, evitando que se perceba o pouco comprimento do corpo. 




. Já aquelas de tronco longo e perna curta, ficam bem com um cinto mais largo e marcado na cintura. Melhor ainda se usar com um da mesma cor da peça de baixo.



. Baixinhas devem evitar cintos largos que, por sua vez, devem ser explorados pelas altas. 



. Os cintos soltos são ótimos para quem tem pouco bumbum. E, acredite, também para quem tem muito bumbum. Mulheres com corpo violão não podem marcar a cintura, senão, os quadris vão parecer ainda maiores. 



. Quem tem seios grandes não fica bem com os modelos largos ou logo abaixo do busto; o corpo vai parecer mais curto.

. E, gordinhas, não tenham medo dos cintos. Um de largura média ajuda a dar forma à silhueta e afinar a cintura.


E não esqueça: independente de seu biótipo, “o que vale é parar em frente ao espelho e ver o que cai melhor com a sua silhueta, não há ninguém que conheça melhor as nossas proporções do que nós mesmas”, ensina Gloria.

Novos rumos

Simplicidade de Mãe e novos rumos no blog

Queridos leitores, eu fiquei um bom tempo afastada do blog, com muitas ideias e assuntos para escrever, mas sem tempo. Em primeiro lugar, p...

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