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23 de outubro de 2013

Livro: Lento - Leslie Kelly - Coleção A Flor da Pele



Romance de banca da série “A flor da pele” da editora Harlequim. Escrito por Leslie Kelly, conta a história de Maddy, uma moça de 28 anos, rica, da alta sociedade, que é chamada de “a rainha o gelo”, que, por um forte motivo, acaba arrematando Jake, em um leilão beneficente de solteiros intitulado “Dê um natal para uma criança”.
Comprei o livro porque li uma resenha no Romances inPink  e dizia que o livro era quente. O que posso atestar que é sim... quentíssimo, mas não cai no vulgar não. O livro é bem quente e muito, muito legal.
Maddy pensa que Jake é um gigolô, e não quer nada com ele, mas na verdade ele é um paramédico, e diz que não é tratante, portanto ele vai sim leva-la para ver um jogo de baseball e depois a um jantar com frango frito e cerveja, (esse era o programa oferecido por ele no leilão). Ela resiste, mas acaba indo, pra se livrar dele, e aí as coisas começam a acontecer.
Como ela sempre se refere vagamente à profissão dele, ele demora muito a descobrir que ela pensa que ele é um gigolô, o que dá um ar muito bem humorado ao livro.
E por que o título do livro é “Lento”??? Hum só lendo pra descobrir, nas cenas mais quentes...

Trecho:
“- Eu posso me satisfazer com a sensação de você ao meu redor. Sem se mover, apenas saboreando.

- Sem me mover? (...)

- Nem um único músculo – respondeu ele – Não até que eu me sinta capaz de realmente começar.

Começar. Ah meu Deus. Como se ela não tivesse tido mais orgasmos na última hora do que durante seu relacionamento inteiro com seu ex-namorado.”

Lento é um romance leve e quente. Recomendo.

16 de outubro de 2013

O Duque e Eu - Julia Quinn




Como estou nessa fase de romances de época, comprei mais um da editora Arqueiro. Li críticas muita boas sobre a escritora Julia Quinn e me arrisquei a conhecer a série “Os Bridgertons” começando com “O Duque e eu”.
O livro é ótimo, mas como eu virei fã da Lisa Kleypas e da forma como ela escreve, achei esse da Julia Quinn meio enrolado. E a nossa querida Daphne, que é a personagem principal, é um tanto sem sal nem açúcar. Porém os irmãos dela iluminam o livro, Anthony, Benedict e Colin, são tão lindos que já me apaixonei, sem nem conhecê-los direito.
O livro conta a história de Simon, o duque, e Daphne, que é filha de um Visconde (falecido) e irmã de Antony, o melhor amigo de Simon. Acontece em Londres por volta de 1813. Para variar Simon, é lindo, rico e cavalheiro, e conquista qualquer mulher com seus olhos azul azulzíssimos, mas não quer se casar. Já Daphne quer se casar e ter uma casa cheia de filhos, mas não consegue pretendentes, e por aí se desenrola a história.
A história é legal e muito divertida, os personagens tem características fortes e têm tiradas ótimas. Desde a matriarca dos Bridgertons, Violet, até uma tal de LADY WHISTLEDOWN, anônima que escreve uma coluna de fofocas no jornal da cidade. Como os Bridgertons são oito irmãos, teremos 8 livros, o que nos garante muitas risadas.
Um dos trechos que mais me fez rir, foi esse em que Violet, a mãe de Daphne, tenta explicar a ela sobre os bebês:

"Violet soltou uma risada nervosa.
- Eu me esqueci de mencionar a parte sobre o bebê?
- Mamãe!
- Muito bem. Os seus deveres conjugais... quer dizer, a consumação... é como se fazem os bebês.
Daphne se apoiou na parede.
- Então a senhora fez isso oito vezes?
- Não!
Daphne ficou confusa. As explicações da mãe estavam sendo vagas demais, e ela ainda não sabia exatamente o que eram os tais deveres conjugais, mas alguma coisa não estava batendo."  (pag 179)

Enfim o livro é bom, não é perfeito, mas é bom. Eu já garanti “O Visconde que me amava”, segundo livro da série e que conta a história de Anthony, e estou aqui com coraçõezinhos nos olhos, esperando que esse livro seja melhor, porque o Anthony é ótimo! 


11 de outubro de 2013

Livro: 50 Tons de Cinza


 Comecei a ler o famoso livro 50 Tons de Cinza por pura curiosidade. Tem tanta gente que ama, e tanta gente que odeia que eu fiquei na dúvida se compraria esse livro. Li tantas críticas ruins, que achei que não valeria a pena. Pois bem, eis que um belo dia no facebook li alguma coisa sobre “gravata cinza”, e como eu detesto ser a pessoa que não entende a piada, resolvi ler o livro, para entender.
Obs. Nesta resenha me refiro a apenas o 1º livro da série, pois ainda não li os demais.
Minha opinião: O livro NÃO é ruim. É um livro erótico, ou um “romance hot”, então quem não gosta desse gênero é melhor não ler. Mas na verdade não achei nada de absurdo nele. Como todos sabem o tal de Christian Grey é um multibilionário que pertence ao mundo BDSM, o qual me abstenho de comentar, mas se você quer saber melhor clica na sigla e dá uma olhada na Wikipedia e Anastácia é uma moça meio ingênua. Eu esperava realmente cenas intensas de sexo com chicotes, surras e essas coisas. Estava preparada para pular algumas páginas desinteressantes (para mim), mas nada disso aconteceu. Não achei um livro pesado, não mesmo. E comparando ao total do livro, as cenas de BDSM são poucas. A história gira em torno do casal Anastácia e Grey, e é narrada em primeira pessoa pela protagonista. Os personagens secundários são poucos e só aparecem para dar suporte aos principais.

O que eu achei legal?

1 - A Anastácia não é uma mocinha perfeita, como em tantos livros por aí. Ela não é  rica, é insegura e nem é a mulher mais linda do mundo, isso fica claro. Ela tem cabelos cacheados e rebeldes, e é toda estabanada. Aliás, quando ela conhece o “mocinho”, paga um mico terrível, tropeça, caí, faz tudo errado. Me diverti bastante com ela.
2 – A linguagem usada é bem “usual”, digamos. A tradução não tentou suavizar o livro retirando os palavrões. Eles estão lá, onde deveriam estar, e volta e meia a Anastácia solta um “puta merda” mental.
3 – Eles se comunicam por e-mail e por mensagem de texto no celular. Está tudo lá presente no livro, mostrando inclusive como é mais fácil escrever do que falar algumas coisas. Deixando tudo mais real.
4 – Ela (Anastácia) discute com seu subconsciente, como qualquer pessoa real.
5 – O final é bacana, não cai na mesmice.


O que não gostei:

1 – Do meio para o final a Anastácia fica chata, querendo saber incansavelmente sobre as ex dele, e isso irrita a gente, porque é claro que ele fica bravo com isso, e ela acaba estragando as coisas, várias vezes. Mas quem nunca deu uma de chata, que atire a primeira pedra.
2 – A autora repete demais algumas coisas. Eu pensava: caramba, eu já entendi isso, não precisa ficar repetindo, - e de repente estava lá de novo a mesma frase. Exemplo, como as calças caem bem sobre os quadris dele, ela repete isso incansavelmente, e é chato.
3 – A nossa protagonista passa 90% do tempo, corando, ficando vermelha ou ruborizando. Ela ruboriza com tudo: palavras, ações, pensamento, olhares... ela ruboriza demais. E isso fica muito chato.
4 – Ela se refere demais a uma tal de “Deusa interior”, que ao meu entender é, tipo, o lado mais feminino dela,  um outro subconsciente que domina seu lado sexual, mais ou menos isso, seria legal se ela não repetisse tanto.

Enfim, eu até que gostei do livro, é um romance e eu gosto de romances. Está longe de ser o livro perfeito, mas é bem bacana. Acho que muita gente julga, por que se acha superior demais para gostar de best sellers. Eu não vejo motivos para que esse livro seja um, mas sabemos muito bem que isso tem muita mais a ver com marketing (e sorte) do que com qualidade de escrita. Há tantos livros bons que nunca entraram na lista de best seller. Com certeza  50 Tons de Cinza não é o melhor, mas também não é o pior dessa tal lista!
Se eu vou ler os demais livros da série? Acredito que sim, fiquei curiosa sobre o que vai acontecer com a Srta Steele. 

30 de setembro de 2013

Brida - As Valkírias - Na margem do Rio Piedra eu sentei e chorei - de Paulo Coelho



“Se a dor tiver que vir, que venha rápido (...) Porque tenho uma vida pela frente, e preciso usá-la da melhor maneira possível. Se ele tem que fazer alguma escolha, que faça logo. Então eu o espero. Ou o esqueço.
Esperar dói. Esquecer dói. Mas não saber que decisão tomar é o pior dos sofrimentos.”



Li meu primeiro livro do Paulo Coelho quando estava na faculdade, finalmente eu tinha uma grande biblioteca a minha disposição. Não que a biblioteca da Universidade fosse muito grande, mas comparada à salinha minúscula que era a biblioteca municipal da minha cidade, aquela, da Universidade, já estava de bom tamanho.
Enquanto procurava livros contábeis, resolvi também procurar romances, e quando vi "O Diário de um Mago" disponível, peguei-o instantaneamente. Assim comecei a ler as obras de Paulo Coelho. Fui passando de uma para outra, entreguei “O Diário de um Mago” e peguei “O Alquimista” e assim por diante.
Como todos sabem, Paulo Coelho é o escritor brasileiro que mais vendeu livros em todos os tempos, e por aí ouvem-se muitas críticas contra e a favor. Mas eu particularmente gosto muito da escrita dele. Não que eu seja seguidora de sua filosofia mística, ou de seus exercícios mágicos, mas gosta de sua maneira de ver o mundo, e seus livros nos levam a entender e superar muitas de nossas  dificuldades.
Como já faz muito tempo que li os livros, não posso fazer uma resenha muito completa, aliás, são muitos, então pretendo relê-los para expor minha opinião aqui no blog. Porém, hoje vou falar dos meus preferidos. É difícil escolher, mas dentre os títulos que já li posso destacar três: “Brida” , “As Valkírias” e “Na Margem do Rio Piedra eu Sentei e Chorei”. Este último é o que está mais vivo em minha memória, portanto concluo que deve ser o que mais gostei!
Como já comentei aqui no blog, sempre destaco algumas frases dos livros que leio, e revirando velhas agendas encontrei-os anotados. Vamos ver:
 
Brida conta a história de uma moça comum que quer ser uma bruxa. Tem meio que um triângulo amoroso, que rola pela história, Brida tem um namorado (ou noivo, não lembro bem) e aparece um Mago na vida dela. Acontece também uma busca pela alma gêmea ou “a outra parte”.

Trechos: “Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém... Essa é a verdadeira experiência de ser livre: ter a coisa mais importante do mundo sem possuí-la.”

“Não devemos julgar a vida dos outros, porque cada um de nós sabe de sua própria dor e renúncia. Uma coisa é você achar que está no caminho certo, outra é achar que seu caminho é o único!”


O livro As Valkírias fala da busca do escritor pelo seu anjo da guarda, e eu simpatizo muito com esse pensamento. Ele parte em uma viagem por um deserto para encontrar uma pessoa que pode lhe ensinar como conversar com seu anjo da guarda. Não como conversamos em orações, mas conversar mesmo, enxergando ele. Durante essa jornada aparecem as Valkírias (que são tipo “cavaleiras lendárias”, mas andam de moto). Paulo Coelho está acompanhado da esposa nessa viagem, e aí surge uma rivalidade entre ela e uma das Valkírias. Não para saber o que é fato e o que é ficção. Existem coisa bem fora da realidade, mas como sempre algumas frases nos tocam bastante.

Trechos: "A gente sempre destrói aquilo que mais ama em campo aberto, ou numa emboscada; alguns com a leveza do carinho outros com a dureza da palavra; os covardes destroem com um beijo, os valentes, destroem com a espada."
"Bastava acreditar que anjos existem, bastava precisar de anjos. E eles se mostravam, brilhantes como o raiar da manhã."

Existe também um trecho, que eu não anotei, mas que passou a fazer parte da minha vida. É uma cena em que eles e o rapaz que sabe falar com os anjos, resolvem sair para uma aula prática, e o rapaz esquece alguma coisa em “casa”, assim ele volta para buscar e fica esperando alguns momentos na frente de casa, antes de sair novamente. Quando questionado sobre o que estava fazendo ele responde que quando esquecemos alguma coisa e temos que voltar para buscar, é nosso anjo, nos atrasando, para tirar obstáculos do nosso caminho, e nos proteger (mais ou menos isso). Sempre que eu esqueço alguma coisa, eu lembro disso, e agradeço ao meu anjo por estar perto de mim.

Na Margem do Rio Piedra eu sentei e chorei, é o mais romântico, e por isso merece que sua sinopse seja postada:


Numa história de amor estão os mistérios da vida. Pilar e seu companheiro conheceram-se na infância, afastaram-se na adolescência, e - onze anos depois - tornam a se encontrar. Ela, uma mulher que a vida ensinou a ser forte e a não demonstrar seus sentimentos. Ele, um homem capaz de fazer milagres, que busca na religião uma solução para os seus conflitos.
Os dois estão unidos pela vontade de mudar, de seguir os próprios sonhos, de encontrar um caminho diferente. Para isto, é preciso vencer muitos obstáculos interiores: o medo da entrega, a culpa, os preconceitos. Pilar e seu companheiro resolvem viajar até uma pequena aldeia nas montanhas - e trilhar o difícil caminho de reencontro com suas próprias verdades.

Para quem leu, a passagem sobre o “quebre o copo”, é a melhor. Para quem não leu, quando ler vai entender.

Trechos:
Tentando julgar o amor futuro pelo sofrimento passado. O amor é sempre novo. Não importa que amemos uma, duas, dez vezes na vida - sempre estamos diante de uma situação que não conhecemos. O amor pode nos levar ao inferno ou ao paraíso, mas sempre nos leva a algum lugar.”

E uma passagem que sempre levo comigo foi a que citei no ínicio da postagem, não apenas para o amor, mas para todas as decisões:
“Se a dor tiver que vir, que venha rápido (...) Porque tenho uma vida pela frente, e preciso usá-la da melhor maneira possível. Se ele tem que fazer alguma escolha, que faça logo. Então eu o espero. Ou o esqueço.
Esperar dói. Esquecer dói. Mas não saber que decisão tomar é o pior dos sofrimentos.”


24 de setembro de 2013

O Poder dos Quietos

Descobri esse livro passeando pela internet, e ao ler a sinopse e as críticas sobre ele, fiquei muito interessada.
Na página do livro no facebook há um vídeo de uma palestra da autora, com legendas em português. Assisti o vídeo e ao final só pude pensar uma coisa: Finalmente alguém está falando o que eu sempre pensei.
Eu, como introvertida que sou, concordo plenamente com o que Susan expõe na palestra.  E aplaudo de pé.
Demorou tanto para que alguém se manifestasse contra essa cultura idiota do culto ao extrovertido, de adoração àqueles que preferem o palco.Essa exigência de mudança aos que preferem não chamar atenção. Essa exigência de que você tem que sempre estar rodeado de pessoas e conversar o tempo todo.
Essa vontade maluca que as pessoas tem conversar, falar, falar, falar... não compreendo isso muito bem!
Ainda não comprei o livro, mas está na minha lista.

"Mas cometemos um erro grave ao abraçar o Ideal da Extroversão tão inconsequentemente. Algumas das nossas maiores ideias, a arte, as invenções - desde a teoria da evolução até os girassóis de Van Gogh e os computadores pessoais - vieram de pessoas quietas e cerebrais que sabiam como se comunicar com seu mundo interior e os tesouros que lá seriam encontrados. Sem introvertidos, o mundo não teria: A teoria da gravidade, A teoria da relatividade, “O segundo advento”, de W.B. Yeats, Os noturnos de Chopin, Em busca do tempo perdido, de Proust, Peter Pan 1984 e A revolução dos bichos de George Orwell, O Gato, do Dr. Seuss, Charlie Brown, A lista de Schindler, E.T. e Contatos imediatos de terceiro grau, de Steven Spielberg, O Google, Harry Potter... "
Susa Cain - O poder dos quietos

"Já na apresentação do livro, Max Gehringer, colunista e cronista do mundo corporativo, diz: “Ao buscar líderes em seus quadros, a maioria das empresas parece confundir liderança com autopromoção e exuberância”.
 (...)
O livro vai contra uma corrente que prevaleceu durante muito tempo no mundo corporativo: a aquela que prega a mudança do “eu trabalho” para o “nós trabalhamos” e que recomenda derrubar paredes, acabar com as salas individuais – algo que fez o empresário Ricardo Semler vender milhares de exemplares do livro “Virando a Própria Mesa”, nos anos 1980. Para a autora, “escritórios abertos reduzem a produtividade e enfraquecem a memória”. O excesso de estímulos impediria a aprendizagem. E vai além: reuniões de brainstorming não funcionam. "

Fonte: Edson Pinto de Almeida | Valor Econômico
Retirado de: Revista Digital




  No vídeo Susan cita 3 pontos:

1 - Parem com a loucura de trabalho em grupo constante. Precisamos mais de privacidade.
2 - Vão para a natureza. Façam como Buda e tenham suas próprias revelações. Precisamos 'desligar' e ir para dentro das nossas cabeças mais frequentemente.
3 - Olhem para dentro das vossas malas, e vejam por que possuem isso lá. (Aqui ela se refere à parte que conta que fez as malas para ir para um acampamento de férias, e as encheu de livros).

Novos rumos

Simplicidade de Mãe e novos rumos no blog

Queridos leitores, eu fiquei um bom tempo afastada do blog, com muitas ideias e assuntos para escrever, mas sem tempo. Em primeiro lugar, p...

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