3 de setembro de 2014

Resenha: Um Perfeito Cavalheiro - Os Bridgertons III

Fiquei absolutamente encantada com esse livro, e o Sr. Bendict Bridgerton acaba de ser promovido ao posto de amor da minha vida.



O terceiro livro da série Os Bridgertons conta a historia de Sophie e Benedict.

Julia Quinn sai da madrasta boa e amada de Kate em “O Visconde que me amava” para a madrasta bruxa má de Sophie em “Um perfeito Cavalheiro”. Quando comecei a leitura pensei em desistir logo de cara, pois, as primeiras páginas eram a cópia fiel de Cinderela, e eu pensei: “Se eu quisesse ler Cinderela, eu leria “Cinderela”... até que chega a hora do baile e aparece Benedict Bridgerton para deixar o pobre príncipe encantando no chinelo, afinal além de ser lindo ele é muito mais inteligente e divertido, e moreno, alto, bonito e sensual do que qualquer príncipe encantado que ande por aí.

Já Sophie é uma filha bastarda de um conde, e era maltratada pela madrasta até mesmo antes de o conde falecer, então imagina depois. É impossível não imaginar Anjelica Huston (de Para Sempre Cinderela) como a madrasta malvada “Araminta” ; e as filhas Rosamund e Posy como as atrizes Megan Dodds e Melanie Lynskey do mesmo filme. Mas a as semelhanças acabam aí. Sophie, não tem a nada a ver com Drew Berrymore e nem Benedict com o tal príncipe do filme.

Enfim, a história começa a ficar bacana quando eles se conhecem no baile, mas aí ela tem que ir embora correndo, e Benedict não sabe nem seu nome, pior ainda, não conhece nem seu rosto direito, porque ela estava de máscara. Algumas reviravoltas acontecem e eles voltam a se encontrar 2 anos depois, porém ele não a reconhece, mas se apaixona por ela de novo, só que... e sempre tem um “só que”, ela é uma camareira, e... bom, o filho de um Visconde não pode se casar com uma camareira. Então aí vai se desenrolando a história e te deixando super presa ao enredo.

Benedict como eu já falei é demais. Ele tem a beleza e aquele senso de humor típico dos Bridgertons, mas tem um charme, um algo a mais que me deixou arrepiada. Sophie é uma pobre moça em todos os sentidos, não tem dinheiro, não tem família e já foi muito humilhada, mesmo assim ela não perde a integridade, e o que eu admiro muito nas mocinhas: ela não tem “não me toques”. Sophie admite pra si mesma que é apaixonada por ele, que o deseja, sabe que não há a menor chance de eles se casarem, mas mesmo assim ela se permite sonhar, pois como ela mesma pensa “o sonho não tem nenhum compromisso com a realidade”.

A família Bridgerton faz o pano de fundo perfeito, como sempre. Agora todos já estão mais crescidos, e cada vez mais divertidos.  Lady Whistledown continua com sua língua afiada e seu anonimato, mas começo a desconfiar de essa mulher pode ser uma Bridgerton, será? Eu não sei mesmo, só estou especulando. Violet , por sua vez, me conquista cada vez mais, além de ser a vicondessa mais popular e cheia de contatos da época (e tudo isso sem facebook!), ela é muito perspicaz, e muito amável, adoro quando ela faz os filhos dançarem com as mocinhas que levam chá de cadeira.

Divagando um pouco, mas se Violet conhecesse as Wallflowers da Lisa Kleypas com certeza seria um pouco mais fácil a vida para elas.

Eu acho que seria muito legal, e até gostaria desesperadamente, que no final dessa série Os Bridgertons a Julia Quinn, escrevesse um livro spin-off contando a história da Violet com Edmund. Eles foram tão felizes e tiveram tantos filhos lindos e fofos, que mereciam ter sua história contada. Fica meu pedido-súplica-sugestão.

Um perfeito Cavalheiro é um livro absolutamente encantador, eu recomendo.  

Trechos:

“Então deu meia volta e, na fração de segundo antes que ela saísse, Benedict se deu conta de que havia apenas uma forma de fazê-la parar. Como não conseguiria se levantar rápido o suficiente para ir atrás dela, dado seu estado de perplexidade, ele estendeu os braços e agarrou um dos tornozelos de Sophie com as duas mãos, derrubando-a no chão ao seu lado. Não foi o gesto de um cavalheiro, mas quem recebe esmola não tem direito de reclamar, e, além disso, ela dera o primeiro golpe.”
 
 
Este livro merece os selos:
 



 
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