13 de agosto de 2014

Viagem a Foz do Iguaçu


Após marcarmos o casamento resolvemos que faríamos uma viagem de lua de mel, e começamos a procurar os destinos. Organizando as despesas e verificando distâncias e gastos optamos por Foz do Iguaçu, afinal não é muito longe de casa, e tem muita coisa pra ver, dentre elas, é claro, as Cataratas do Iguaçu que é Patrimônio da Humanidade e a Usina Hidroelétrica de Itaipu, que é simplesmente a maior geradora de energia do mundo.
Começamos decidindo quanto tempo ficar, e foram 5 dias (os 5 dias que tivemos direito a folga por causa do casamento) e como ir: optamos por ir de carro, pois fica a 720Km daqui de Lages/SC, mais ou menos 10h de viagem.
Depois disso decidido comecei minha busca na internet para reservar hotel, descobrir o que visitar, e como funcionavam os horários e entradas nos parques etc. Isso incluiu uma pesquisa de como dar uma esticadinha no Paraguai para algumas compritchas sem cair em cilada.
Escolhemos o Hotel Nadai, eu pesquisei no trip advisor e gostei das avaliações. Para reservar eu estava quase fechando a reserva pela internet, quando lembrei da CVC, então mandei um e-mail para a agência cotar o preço e saiu bem mais barato.
O Hotel é muito bom, é um 4 estrelas (nos demos a esse luxo por estarmos em lua de mel), quartos bem confortáveis, não muito espaçosas, mas é bom, com fitness, piscina, spa e tudo mais. O café da manhã é bem variado, excelente. E o restaurante do hotel é ótimo, jantamos 3 noites lá mesmo, um cardápio bem bacana.
Enfim depois de deixar o hotel reservado, parti para compra dos ingressos para vistas às Cataratas e à Itaipu , tudo pelo seus respectivos sites com cartão de crédito, super fácil. Ingressos Cataratas do Iguaçu e Ingressos Itaipu Binacional.
Resolvidos as duas visitas principais, vamos as pesquisas para descobrir mais coisas a se fazer em Foz. Encontrei boas dicas nos sites Viaje na viagem, Matraqueando, Mochileiros, Meu destino - Compras no Paraguai, Paraguai Pink.

1º Dia - Dirigindo o dia todo

Saímos de Lages no domingo pela manhã, umas 8:30, a viagem foi bem tranquila, a estrada é boa, e na divisa dos estados nos município de Água Doce/SC e Palmas/PR tem uma usina eólica que se estende por alguns quilômetros, nos brindando com uma paisagem lindíssima.
Chegamos em Foz do Iguaçu ao anoitecer. Jantamos no hotel mesmo, e após demos uma circulada pela cidade para nos localizarmos.







2º Dia - Visita as cataratas e Free Shop

Saímos do hotel por volta das 9:30h, antes de ir às cataratas resolvemos visitar o Marco das Três Fronteiras. É um lugar bem retirado e passa por um bairro meio favela, eu já estava ficando com medo. Então a gente chega no Marco, e está tudo abandonado lá. Só descemos do carro porque vimos uns outros turistas tirando fotos, e um guardinha passou fazendo a ronda. Mas é um lugar que nem pense em ir à noite. Lá não tem nada de mais pra ver, é uma área arborizada, que era pra ser bonita mas está muito mal cuidado, tem um tipo de obelisco dizendo que ali é o Marco das Três Fronteiras - Brasil - Paraguai - Argentina, e tem uma lojinha. De lá dá pra avistar o rio que divide as fronteiras, e uma construção redonda de madeira, muito bonita mas que eu não tenho ideia do que seja. É essa primeira foto. (Alguém me diz o que é isso?)





Saindo do Marco das 3 fronteiras fomos às Cataratas, a visita às Cataratas é super bacana, você paga 29,20 se for brasileiro, para estrangeiros é mais caro (preço de abril /2014). Isso dá direito a entrada no parque e ao transporte. Na entrada tem estacionamento para carros (pago a parte) e para ônibus de turismo. Então você entra no centro de visitantes, lá tem lojinhas, lanchonete, banheiros e os guichês para comprar os ingressos ou algum passeio extra que você queira adquirir, tipo macuco safári. Nós fizemos só a visita comum mesmo. Então você entra no parque e fica esperando o ônibus, que leva os visitantes às cataratas, ele sai a cada 15 minutos, e passa por vários pontos do parque, você pode descer em qualquer ponto, e depois pegar outro ônibus para continuar subindo para as cataratas.
Para quem vai somente ver as cataratas a dica é descer no ponto número 3, assim você continua a subida  a pé, e as cachoeiras vão se revelando aos poucos pela estrada até chegar na maior. Foi o que não fizemos :D nós fomos direto ao último ponto que é na última e maior, onde tem o restaurante e etc.
Almoçamos lá, o restaurante é um buffet, normal nada de sofisticação, mas tem bastante variedade.
Nas cataratas você vai encontrar gente de tudo quanto é lugar. Como fomos em uma segunda-feira, estava bem calmo, pouca gente, mas era bem diversificado. Gente falando inglês, espanhol, um grupo de janponeses (as mulheres morrem de medo do sol, estavam com chapéus e lenços cobrindo o colo e as orelhas, tipo uau!). Já um casalzinho que estava almoçando na mesa ao lado da nossa, e tinham a maior cara de europeus, (falavam inglês), não estavam nem se preocupando com o sol, os dois super branquelos, de short, regata e chinelo, curtindo o solzinho e a caipirinha. Eu nunca pensei em tomar caipirinha acompanhando a refeição(!).
Após o almoço é que fomos verdadeiramente conhecer as cataratas, e aí não tem explicação, é só ver as fotos mesmo.
Obs. vá com roupas e calçado confortáveis, pois você vai caminhar bastante.




Quati

Vista do restaurante





Li muitas dicas que diziam que é legal passar um dia inteirinho nas cataratas, e que também é legal reservar outro dia pra ir ao lado Argentino delas. Nós não ficamos tanto tempo assim lá, mas deu pra ver tudo direitinho, aí depende do que você quer fazer. Também optamos por não ir ao parque pelo lado argentino, e não nos arrependemos.
Após sair das Cataratas, no final da  tarde, fomos ao free shop de Puerto Iguazu, que já fica do lado argentino da fronteira, é o Duty Free Shop Puerto Iguazu, nós não tínhamos intenção de grandes compras, mas fomos conhecer. Pensamos em pesquisar um precinho bacana para comprar uma nova câmera fotográfica, dessas semi profissionais, celular moderno, se tivesse num preço bom, chocolatinhos importados e eu é claro estava querendo uma base Yves Saint Laurent, que eu cometi a loucura de comprar aqui no Brasil para testar (parcelada em 18 vezes kkkk) e que é maravilhosa, mas é caríssima, minha esperança era o free shop :D
O free shop é bem bacana, e bem variado, não é muito grande mas dá pra se divertir bastante, se é que me entendem, o complicado é ir sem grana, (tipo eu naquele dia).
O marido ficou me controlando, é claro, e ainda bem. Mas quando viu vinhos ele mesmo perdeu o auto controle. Nos eletrônicos os preços estavam equiparados às lojas comuns, então, não estava valendo a pena. Os vinhos estavam com preços bons, doces balas e bombons não tinham um grande desconto mas também estava legal, agora nos cosméticos 'amiga', eu ficaria horas passeando! Os perfumes estavam com um preço muito bom, cremes e loções também. Encontrei minha querida base YSL por meros US$ 40,00, o que em reais não é muito barato, mas comparado ao preço da Sephora, por exemplo, daria pra levar 3. Pior que só tinha muito clara, tipo para peles que nunca viram o sol, e muito escura, tipo pra pele negra mesmo. E a minha cor não tinha, calcei a cara no 'portunhol' e pedi pra mocinha se ela não tinha guardado um último frasco âmbar, em algum lugar ermo. Ela foi procurar no estoque, mas não tinha mesmo (tristeza infinita). Como a base YSL era minha meta, e eu prometi a mim mesma que não iria comprar coisas que eu ainda tinha um estoque em casa, (tipo shampoo, creme hidratante... blábláblá), eu acabei desanimando. Usando o mantra da Natura Sou "Por que você precisa do que não precisa?"  Ainda assim comprei um primer da smashbox, que estava bem em conta. Paguei US$ 10,00 (que dava na época uns 28,00) e hoje pesquisando na Sephora está R$ 79,00 . Também um auto bronzeador Australian Gold por US$ 14,00, que está encalhado na minha gaveta esperando o verão. Esperando ansiosamente o verão.
Mesmo que você, como nós, esteja sem grana, é legal ir conhecer o free shop.
Após tanto bate perna voltamos ao hotel, e ficamos por lá descansando, afinal no outro dia seria a tão esperada visita à Itaipu.




3º dia - Visita à Itaipu e a saga de ir à Ciudad Del Este

Nesse dia saímos cedinho do hotel, pois nossa visita à Itaipu estava marcada para as 8:30.
No site é possível comprar vários tipos de passeios, nós escolhemos o Circuito Especial, que é um pouco mais caro, mas você pode entrar na usina e conhecer o funcionamento interno das coisas. O marido é apaixonado por essas coisas, por isso optamos por esse circuito, e não nos arrependemos.
A gente chega na recepção e tem um centro de visitantes com lojinhas, cafeteria, artesanatos. Tem o carro elétrico, que você pode dar uma voltinha, mediante um pagamento, é claro. Então você entra em um auditório, onde é passado um vídeo com a história da construção da usina, e após segue para a visita.
O circuito especial é muito legal, começa com a visita panorâmica e depois a gente entra na usina, vê as salas de controle e até uma turbina em funcionamento. Eu achei o máximo as salas de controle, que são cheias de computadores e telas parecem a Nasa que a gente vê nos filmes.





Saímos da Itaipu, por volta do meio dia, fizemos um lanche, lá mesmo, como almoço. Poderíamos passar o dia todo lá, pois existem vários outros passeios que poderiam ser feitos. Mas a tarde a gente queria ir ao Paraguai, então partimos para essa nova aventura.
Nós nunca tínhamos ido ao Paraguai antes, e quando vamos nos aproximando da fronteira as coisas começam a ficar assustadoras.
Como estávamos de carro resolvemos ir direto (geralmente as agências de turismo dos hotéis oferecem transfer para compras no Paraguai e no Free Shop). Quando nos aproximamos da ponte da Amizade, uns 3Km antes, fomos atacados por motoqueiros e panfleteiros perguntando se íamos cruzar a ponte, meu marido falou que não, (pois íamos cruzar a pé, nada de levar nosso carro para o lado paraguaio), aí o motoqueiro disse que tinha estacionamento do lado brasileiro, muito seguro e etc. O marido deu papo pra ele e acabou indo até o estacionamento, mas eu não gostei não, ficava numa ruazinha, eu sou muito desconfiada, então saímos de fininho dizendo que voltaríamos depois.
Entramos novamente na rodovia, e quanto mais se aproxima da ponte mais panfleteiros, e motoqueiros te atacam. Tem muito motoboy que faz serviço de cruzar a ponte, muita gente querendo "te ajudar". Fizemos o último retorno antes da fronteira, em meio a um trânsito caótico, e voltamos procurando um estacionamento de confiança.
Eu vi um estacionamento grande, com placas e tals, achei que devia ser confiável e resolvemos estacionar lá. R$ 20,00 para deixar o carro a tarde toda (caro né?). Deixamos tudo no carro, só levamos carteira com dinheiro e documentos, e uma mochila para trazer as coisas. 5 minutos de caminhada e atravessamos a ponte, naquele dia o trânsito a pé estava bem calmo. Mas eu sou bem desconfiada então não tirei a mão da minha bolsa. Eu levei impresso algumas dicas de lojas e shopping's confiáveis, que peguei na internet, mas antes de começar a procurá-las fomos, novamente, atacados por um panfleteiro, só que desta vez foi mais difícil de fugir porque estávamos a pé. O problema é que o marido não sabe ignorar as pessoas, e acabou dando conversa pro cara, que acompanhou a gente, e queria mostrar a loja que ele estava fazendo propaganda. Eu fiquei morrendo de medo de ele levar a gente para um assalto. Aff, não façam isso nunca, não sigam um desconhecido.O cara foi no maior papo dizendo que tem muita pirataria, muito produto falsificado, que tem que tomar muito cuidado e tals.
Fomos até a tal loja do cara, e olhamos os produtos dele. Nossa meta era a câmera semi profissional o celular Samsung Galaxy. Porém nos apresentaram uns produtos meio suspeitos, a câmera tinha alguns desgastes, tava na cara que era usada (sabe-se lá se não era roubada) e o celular uma imitação barata, numa caixinha da Samsung.Tava barato, mas era pirata. em outras lojas da mesma galeria nos ofereceram um Sansung Galaxy por R$ 200,00, 100% falsifiqueichon! Saímos de lá, e o cara queria mostrar mais lojas pra gente, (que saco), e mais produtos piratas que ele garantia que eram originais (La garantía soy yo), tivemos que dizer delicadamente, que a gente ia comer alguma coisa e depois voltava.
Enfim estávamos livres no Paraguai, naquele comércio caótico cheio de barraquinhas com coisas penduradas por tudo que é canto, sacoleiros, gente trombando em você, sujeira na rua, e tudo mais. Eu já queria comprar edredons e cobertores lindos, toalhas de mesa bordadas, adoro essas coisas de casa, mas com o dinheirinho contado resolvi focar na meta.
Peguei minha lista de lojas confiáveis e fomos à luta. Entramos na Mega Eletônicos, e aí sim aparelhos originais que alivio. O negócio é que as coisas lá ficam trancadas em armários de vidro, e você só pega depois que compra. Localizamos as câmeras e começamos as contas para converter o valor em reais. Todas as lojas aceitam reais e dólares (é lógico), mas cada uma tem sua cotação, então é bom perguntar antes. Encontramos uma câmera Sony Alpha 3000, que ficaria por quase metade do preço no Brasil, e o Sansung Galaxy que eu queria era um Win Duos, e também estava uns 40% mais barato e desta vez era sim o original! Compramos a câmera, o celular, um cartão de memória para a câmera e um rádio de minion que é coisa mais lindinha e custava 10 dólares.
É claro que eu queria muito mais, pen drive de bichinhos, radinhos fofos, tablets, TV's, secador e prancha de cabelo, liquidificador, panela elétrica... é muita coisa. Mas com o dinheiro contado, paramos nossas compras por aí. Ainda tivemos que fazer uma parte no cartão, e a loja cobra uma taxa para compras no cartão de débito ou crédito.
Após o pagamento, a gente vai no segundo andar da loja para pegar e testar os produtos. Tudo direitinho, nota fiscal,  tudo na caixinha com manuais e etc.
Para voltar o marido ficou com medo de passar a ponte a pé novamente, então pegamos um táxi, que cobrou 10 reais, para nos deixar do outro lado (caro né?).
Aí felizmente nosso carro estava são, salvo e intacto no estacionamento e conseguimos sair daquele caos com nossa câmera e celular novos e um radinho fofo de minion .

A noite fomos jantar em Puerto Iguazu na Argentina, todos comentam que os restaurantes de lá são ótimo. Perguntamos para o pessoal do hotel se era seguro, e eles disseram que sim, podíamos ir sem medo.
Acreditem se quiser, era uma terça a noite e havia fila para cruzar a fronteira, tivemos que apresentar as identidades, não é passagem livre como na Ponte da Amizade. A cidade é bem simpática, tem um Cassino super chic, que só passamos pela frente, e na rua principal tem muitos restaurantes. Escolhemos o A Piecere, pedimos uma parrilla e uma massa, muito bom e não foi muito caro.




4º dia - Shopping e descanso
No nosso quarto dia em Foz do Iguaçu, nossas obrigações já estavam cumpridas.
Cataratas - ok
Itaipu - ok
Compras no Paraguai - ok
Puerto Iguazu - ok
Que bom, porque desabou uma chuva medonha, então fomos para o shopping. Almoçamos no vuco vuco de um shopping lotado em plena quarta-feira, passeamos pelas lojinhas, eu, é claro fui à livraria. As livrarias aqui da cidade são bem pequenas, então eu fico enlouquecida quando encontro uma livraria grande, com muitos títulos e lançamentos à disposição.
A tarde fomos ao cinema, assistimos Noé, e eu sinceramente não achei tão espetacular.



5º dia - Templo budista e volta pra casa
Saímos do hotel pela manhã, com as malas prontas pra ir embora. Porém antes de pegar a estrada eu insisti com o marido para irmos ao templo budista, pois eu tinha visto as fotos do lugar e achei que valia a pena conhecer.
Chegamos lá era umas 10h da manhã, e realmente é um lugar lindo, que vale muito a pena. A entrada é livre, mas, fica aberto só as 17h. São muitas estátuas, e tudo muito bem cuidado. Tem o templo, onde não é permitido fotografar, e o jardim que é esse das fotos abaixo. Também tem uma lojinha de souvenir's.





 Essa foi nossa lua de mel. Chegamos em casa ao anoitecer do 5º dia. A viagem foi muito linda e especial, adoramos mesmo.
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