20 de maio de 2014

Casamento... marquei a data e agora?

 Vou começar a contar aqui no blog tudo o que passei para organizar meu casamento.
Bom, nós já morávamos juntos a 7 anos, e estávamos estamos pensando em ter um bebê. Porém, eu sempre fui clara com meu marido, pra ter um bebê eu queria casar, não queria ser mãe solteira, ainda mais tendo um marido!
Começamos a pensar no casamento, mas sabemos que uma festa de casamento é absurdamente cara. E eu queria casar na igreja, não pela pompa, nem pelo luxo, nem pelo vestido de noiva chic, mas realmente para ter a bênção de Deus sobre nossa união. Portanto, casar só no cartório, pra mim não adiantaria nada.
Ficamos naquela de: - ah então vamos ver... - vamos economizar uma grana... - quem sabe ano que vem... e blá blá blá! Até que um belo dia fui na igreja pagar o centésimo e perguntei pra moça da paróquia sobre os casamentos, como funcionavam, qual a documentação, quanto custava, se poderíamos fazer uma cerimônia só com a gente e nossos pais, etc... Aí ela me passou uma listinha de documentos, me explicou que como éramos dizimistas da igreja, não teria custo, e que quanto a cerimônia teríamos que conversar com o padre, mas que provavelmente não teria problema em ser minúscula!
Então eu peguei o papelzinho e já ia me retirar quando ela perguntou se eu já não queria deixar a data marcada, para não perder o dia escolhido. Aí eu pensei... sei lá! Ela perguntou pra quando eu queria,  (isso foi em outubro de 2013), então disse que queria lá pra março ou abril. Ela pegou a agenda pra olhar e conferimos as datas... eu ainda nem tinha pensado em data nenhuma, mas quando bati os olhos na agenda da moça, vi que o dia 05 de abril era um sábado e estava disponível. Naquele momento eu decidi que sim, eu iria me casar em abril, no dia 05.
Cinco de abril de 2006 foi o dia em que tudo começou entre nós, então achei que seria ótimo coincidir o mesmo dia para o casamento, marquei a data reservando a igreja, e parti feliz pra casa, sim eu ia me casar!
Falei pro marido e ele concordou meio espantado, mas mesmo assim,  nosso planejamento era falar com o padre, fazer uma cerimônia simples, só com pais e um ou dois casais de padrinhos, sem decoração, sem vestido de noiva, sem festa, faríamos pela manhã e pagaríamos o almoço pra essas 8 pessoas em algum restaurante.
Muito bem, a moça da paróquia disse que era pra levar os documentos 30 dias antes, então deixei tudo quieto, tinha muito tempo pela frente.
Em meados de dezembro começamos a pensar sobre o casamento, fui ao cartório para verificar os documentos e o procedimento do casamento civil, e sentei com o marido para fecharmos os detalhes. Foi aí que começaram as mudanças.
Poxa vida, a gente já abriu mão de nossas festas de formatura, para investir no nosso apartamento, sempre demos prioridade para faculdade, casa, carro, reforma... talvez dessa vez a gente merecesse uma festinha. E eu, sinceramente, queria tanto dançar a valsa no dia do meu casamento. Então concordamos em fazer uma pequena comemoração, só para os mais chegados dos chegados mesmo. Pesquisei na internet e descobri o mundo dos mini wedding's.
Bom... a data era 05 de abril, estávamos em final de dezembro, tínhamos 3 meses para organizar nosso casamento, mini casamento!
Decidimos algumas coisas simples, eu queria um casamento durante o dia. Sim, queria luz e sol (se possível), sempre achei um charme os casamentos ao ar livre, porém sabia que ficaria mais caro. Então se fosse durante o dia eu já ficaria satisfeita. Sem contar que casamentos à noite exigem sempre aquele glamour, e meu casamento definitivamente não era pra ser glamouroso, desde o começo a palavra chave foi SIMPLICIDADE.
1ª decisão: o casamento seria durante o dia.
2ª decisão: Bolo e champanhe... simples assim, nada de inventar moda, nosso casamento seria a tarde com uma recepção simples onde seria feito um brinde e servido o bolo, talvez canapés.
3ª decisão: Sim, sim sim... eu usaria um vestido de noiva!
4ª decisão: Nossa lista não passaria de 50 convidados. (e no começo seriam só 8, pais e padrinhos).
5ª decisão: Nós faríamos por conta própria tudo o que fosse possível.
Decisões tomadas, mãos à obra, o mês de janeiro começou fervendo. É muita coisa que envolve um casamento, e pra quem nunca acompanhou ninguém se casando, a coisa é um pouco pior.
A primeira coisa que fiz foi comprar meu vestido, mas sobre isso vou falar em outra postagem. Depois, corri atrás da documentação para dar entrada no processo no cartório de registro civil, que tem que ser de 90 a 30 dias, antes da data do casamento. Em seguida comecei a pesquisar sobre os comes e bebes, e um local para servi-los, fotógrafo, filmagem (sim ou não?),cabeleireiro, convites e etc. E resolvi que eu não queria decoração na igreja. Quanto à decoração na recepção, seria algo simples e delicado feito por mim mesma.
A lista de convidados foi simples, os padrinhos escolhidos foram de comum acordo entre nós dois, definitivamente não queríamos uma penca de gente pra ser uma fila interminável na hora de entrar na igreja, escolhemos 5 casais, o suficiente, os que amamos e que sabemos que nos amam. Já com o restante dos convidados, fizemos o contrário do que que a maioria costuma fazer, partimos de uma lista pequena só dos mas íntimos mesmo, e fomos vendo em quanto fecharia. Resolvemos que tios e tias não seriam convidados, temos muitos, e não dava pra bancar uma festa pra todos. Então o critério foi: quem mora na cidade, quem visita nossa casa, quem sempre está com a gente. É claro que dói o coração por não poder convidar aquela tia fofa que sempre está bem humorada, ou aquela prima querida que foi tão presente na infância. Mas a vida é assim, e tomamos outra decisão, não sentir remorso. Fechamos a lista com 48 convidados.

Bom nesse meio tempo, ainda era inicio de janeiro, eu resolvi mudar de igreja. (Noivas são muito volúveis e mudam de opinião o tempo todo!). A igreja que eu tinha marcado era essa aqui do meu bairro, mas eu sempre sonhei em casar numa capelinha linda do centro da cidade, que é Franciscana, é bem pequena, mas infinitamente simpática, e porque eu também tenho uma história com essa capela, (que também vou contar em outra postagem) fui ver se conseguia a data lá, e se não era muito caro o aluguel, é lógico.
Com uma semana de pesquisa e leitura de tudo o que falava de casamento na internet, descobri que precisaria de uma cerimonialista. Procurei na internet, aliás, tudo o que eu precisava para o casamento eu procurei na internet, e dei preferência para quem podia me atender pela internet, por e-mail, pelo facebook, eu não podia ficar batendo perna por aí, então: obrigada mundo moderno por nos conceder a internet!
Foi assim que comecei o planejamento do meu casamento, com apenas 3 meses de antecedência, e com muita força de vontade, mas também sem aquele compromisso de ser perfeito, seria apenas um casamento simples!
(Esses são os noivinhos do meu bolo)



 Sites que foram uma mão na roda na hora de organizar meu casamento:

Casando sem grana
Casamento Íntimo - Inspirações para Mini Wedding
Casando com Economia
Noivas on line - cálculo de comidas e bebidas
Casamento Click Brasil
Vestida de Noiva
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