24 de setembro de 2013

O Poder dos Quietos

Descobri esse livro passeando pela internet, e ao ler a sinopse e as críticas sobre ele, fiquei muito interessada.
Na página do livro no facebook há um vídeo de uma palestra da autora, com legendas em português. Assisti o vídeo e ao final só pude pensar uma coisa: Finalmente alguém está falando o que eu sempre pensei.
Eu, como introvertida que sou, concordo plenamente com o que Susan expõe na palestra.  E aplaudo de pé.
Demorou tanto para que alguém se manifestasse contra essa cultura idiota do culto ao extrovertido, de adoração àqueles que preferem o palco.Essa exigência de mudança aos que preferem não chamar atenção. Essa exigência de que você tem que sempre estar rodeado de pessoas e conversar o tempo todo.
Essa vontade maluca que as pessoas tem conversar, falar, falar, falar... não compreendo isso muito bem!
Ainda não comprei o livro, mas está na minha lista.

"Mas cometemos um erro grave ao abraçar o Ideal da Extroversão tão inconsequentemente. Algumas das nossas maiores ideias, a arte, as invenções - desde a teoria da evolução até os girassóis de Van Gogh e os computadores pessoais - vieram de pessoas quietas e cerebrais que sabiam como se comunicar com seu mundo interior e os tesouros que lá seriam encontrados. Sem introvertidos, o mundo não teria: A teoria da gravidade, A teoria da relatividade, “O segundo advento”, de W.B. Yeats, Os noturnos de Chopin, Em busca do tempo perdido, de Proust, Peter Pan 1984 e A revolução dos bichos de George Orwell, O Gato, do Dr. Seuss, Charlie Brown, A lista de Schindler, E.T. e Contatos imediatos de terceiro grau, de Steven Spielberg, O Google, Harry Potter... "
Susa Cain - O poder dos quietos

"Já na apresentação do livro, Max Gehringer, colunista e cronista do mundo corporativo, diz: “Ao buscar líderes em seus quadros, a maioria das empresas parece confundir liderança com autopromoção e exuberância”.
 (...)
O livro vai contra uma corrente que prevaleceu durante muito tempo no mundo corporativo: a aquela que prega a mudança do “eu trabalho” para o “nós trabalhamos” e que recomenda derrubar paredes, acabar com as salas individuais – algo que fez o empresário Ricardo Semler vender milhares de exemplares do livro “Virando a Própria Mesa”, nos anos 1980. Para a autora, “escritórios abertos reduzem a produtividade e enfraquecem a memória”. O excesso de estímulos impediria a aprendizagem. E vai além: reuniões de brainstorming não funcionam. "

Fonte: Edson Pinto de Almeida | Valor Econômico
Retirado de: Revista Digital




  No vídeo Susan cita 3 pontos:

1 - Parem com a loucura de trabalho em grupo constante. Precisamos mais de privacidade.
2 - Vão para a natureza. Façam como Buda e tenham suas próprias revelações. Precisamos 'desligar' e ir para dentro das nossas cabeças mais frequentemente.
3 - Olhem para dentro das vossas malas, e vejam por que possuem isso lá. (Aqui ela se refere à parte que conta que fez as malas para ir para um acampamento de férias, e as encheu de livros).

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