26 de junho de 2013

A trajetória dos meus cabelos


No dia 25/05/2013 fiz a última "Escova de qualquer coisa" (progressiva, definitiva, inteligente, japonesa, de chocolate, morango, de argan, de qualquer coisa), no meu cabelo.
Compromisso meu comigo mesma.
Vou contar a minha história, sente-se e pegue um lenço!
:D

Eu sempre tive o cabelo bem cacheado, não é crespo é bem cacheado mesmo, desde a raiz. Pois o crespo tem os cachos fininhos, e o meu cabelo tem os cachos maiores, mas eles já saem cacheados desde a raiz.
Para completar a minha cabeça tem uma densidade demográfica incrível, é muito cabelo, mas muito cabelo mesmo, resultado: 100% armado.
Na escola eu tinha vergonha do meu cabelo, porque não tinha o que, ou quem o ajeitasse.
Quando eu era adolescente explodiu a moda dos cabelos lisérrimos e foram lançadas as primeiras chapinhas (eu acho, pois eu não conhecia esse aparelho até então). A meninada ficou eufórica, todas alisando o cabelo a base de chapinha, que, na época, não eram tão evoluídas como as de hoje, não eram nem de cerâmica e não tinham controle de temperatura. Eram chapas metálicas tipo ferro de passar mesmo. E o que aconteceu?
Seis meses depois muita gente com os cabelos curtos!
Por quê?
Porque o uso contínuo da tal da chapinha queimava muito os cabelos, e depois de um tempo só cortando mesmo.
Aí é que eu não queria, de vez, testar a tal de chapinha. Nem minha mãe deixava. Ela é, e sempre foi, a maior das fãs dos meus cachos.
Portanto segui minha adolescência assim, cabelos armados e, por isso, sempre presos. Sem contar a pele oleosa e as espinhas no rosto que me atormentavam ainda mais, mas esse é assunto para outro post.
Aos 15 anos, eu estava com um cabelão, bem comprido e até que tava bonito.

Foto aos 15 anos
(a imagem tá super ruim porque foi digitalizada de uma fotografia impressa)


Aos 17 cortei pela primeira vez. Não que eu fosse do tipo que nunca corta os cabelos, mas sempre era aquela coisa “só as pontinhas”. Dessa vez radicalizei, queria mudar, e cortei na altura do ombro. Ficou legal. Mas continuava armado, e eu tinha que viver com ele preso ou usar faixa para jogá-lo para trás.



Deixei crescer, entrei pra faculdade aos 19, sempre acompanhada daquela juba.

Minha amiga Patricia ficava peganado no meu pé:
"Tire o cabelo de trás da orelha"!

Com 20 anos, em 2006, conheci meu marido e começamos a namorar, nessa época meu cabelo estava médio, e com muito tempo de preparação, muito creme e muito carinho, ele se comportava por algumas horas quando eu precisava sair.



Uma coisa eu não posso negar, até eu começar com as tais escovas disso e daquilo, meu cabelo sempre foi bem cuidado, hidratado, brilhoso, apesar de no cacheado não aparecer muito. Nunca foi quebradiço nem maltratado... até então. Fui deixando crescer novamente.
Nessa época também resolvi deixar a sobrancelha grossa (disso vou me arrepender eternamente), cada vez que olho as fotos daquela época fico com vergonha de mim mesma. O que eu tinha na cabeça para deixar a sobrancelha daquele jeito? #desabafo

Sobrancelhão... cruzes que vergonha.

Volta e meia eu tentava um daqueles relaxamentos, que a gente compra o kit e faz em casa, sabe? Mas não adiantava, o cabelo dava uma abaixada por uns 4 ou 5 dias, e depois voltava ao normal.
Em 2007 o cabelo já estava bem comprido.

 
   


Com 21 anos resolvi que não suportava mais aquela juba. Fui a um cabeleireiro famoso aqui da cidade para fazer um relaxamento. Ele foi super indicado por uma amiga, que disse que o cabelo da irmã dela era igual ao meu e ficou lindo.
É sempre essa história: O cabelo da irmã, da vizinha, de uma prima, da amiga da minha colega de faculdade, ficou lindooooooo! – Mas cada caso é um caso, e cada cabelo, por mais que pareça igual, tem suas características individuais.
Fizemos um relaxamento que me custou os olhos da cara, ele me disse, com voz de cabeleireiro biba: – Vai ficar um arraso! Se não ficar eu te devolvo o dinheiro.
Sim, era apenas um relaxamento para abrir um pouco os cachos e diminuir o volume. Sabe o que aconteceu?
NADA!
Lavei meu cabelo depois de dois dias e continuava do mesmo jeito. Voltei lá e mostrei o resultado, ele resolveu reaplicar. Tentamos novamente e nada... nadinha. Que decepção.
Mas antes de eu sair do salão, no dia da primeira aplicação, ele me deu uma dica muito valiosa. Perguntou-me que shampoo eu usava, e eu simploriamente respondi: Seda!
Novamente com voz de biba: - Nãoooooo menina! Não use shampoo de supermercado.
E depois com voz normal: - Pra cuidar desse teu cabelão tem que valorizar, vai na Lafi (única loja especializada em cosméticos aqui da cidade), e compra a linha Yellow... compra tudo, shampoo, condicionador, creme de pentear, máscara hidratante. É caro, mas eles fazem no cartão, no crediário, como você quiser. O que não pode é ficar usando shampoo de supermercado.
Então eu fui na Lafi e comprei, parcelado em 3x toda a linha Yellow para cabelos cacheados, que é uma linha profissional. Realmente foi super bom para os meus cabelos, recuperaram brilho e maciez, mas naquele volume ultra poderoso do meu cabelo, não tinha linha profissional que desse jeito.
Mesmo assim, nunca esqueci a dica: NÃO USE SHAMPOO DE SUPERMERCADO.


Passado esse episódio, fiquei um tempo conformada, o meu cabelo era indomável e ponto final. O que eu podia fazer era cuidar e tratar para mantê-lo saudável. Tentei vários cortes, repicados, arredondados, para ver se diminuía um pouco o volume e nada dava resultado. Depois disso cortei um pouco, deixei meu cabelo médio, um pouco abaixo dos ombros.


 
Até que em 2009 eu encontrei uma cabeleireira bacana perto da minha casa. Conheci ela porque agendei um corte para tirar as pontas, e ela me disse: - Seu cabelo é lindo, os cachos são lindos, é muito saudável. Se um dia você quiser cortar curto, eu compro o seu cabelo!

 
Tanto elogio surtiu um efeito contrário. Acho que meu inconsciente, inconscientemente pensou: hummm, se tá tão lindo vamos detonar. Vamos estragar tudo!
Só pode ter sido isso, pois dali a alguns dias lá estava eu novamente na mesma cabeleireira, que foi super legal comigo, e por isso me fidelizou, para tentar novamente um relaxamento.
Gente, eu não estou falando mal da cabeleireira, de forma alguma. Muito pelo contrário, ela sempre foi ótima. Ela sempre marca as datas em que fiz química e se eu quiser fazer antes do prazo mínimo ela me manda de volta pra casa. Não posso reclamar, ela sempre foi super profissional. Se alguém detonou os cabelos, fui eu mesma.
Nessa época estavam bombando as progressivas, e quando eu cheguei na hora marcada para o relaxamento ela sugeriu fazer uma progressiva. Claro, uma progressiva soltaria os cachos e diminuiria o volume. A minha preocupação era: NÃO ALISAR, pois eu gostava dos meus cachinhos, a única coisa que sempre me incomodou foi o volume excessivo. Ela garantiu que não iria alisar, somente soltaria um pouco.Fizemos a progressiva, e finalmente meu cabelo deu uma “abaixada” no volume. Eu adorei.
após a 1ª progressiva

E foi assim que entrei nesse ciclo vicioso de escopa progressiva, definitiva, inteligente e blá blá blá. Antes tivesse cortado curto e vendido pra ela, pelo menos teria ganhado uma grana.
Passado um tempo, voltei para refazer a progressiva, e ela me falou que cada vez que eu fizesse progressiva iria alisar um pouco mais, e eu queria manter meus cachos!Então ela sugeriu que fizéssemos definitiva somente até uns 3 dedos da raiz, afinal meu problema era o volume, e a raiz que já nascia cacheada, assim eu domaria raiz e manteria os cachos no comprimento. Fizemos isso.
Fui alternando os retoques de definitiva na raiz e progressiva, geralmente a cada 3 ou 4 meses.

 
 


Um belo dia resolvi mudar... (hehehe), mudar... mudar. Resolvi cortar a franja, franjinha mesmo, e fizemos definitiva pra ficar lisa, no começo eu amei, depois descobri que ter franja dá um trabalho danado. Tinha que ficar ajeitando ela com a prancha ou o secador, o que ia acabar detonando ela, mais cedo ou mais tarde, então recorri aos tic-tacs... franja presa com tic-tac, tipo menininha. Só soltava e arrumava com a prancha em ocasiões especiais.

Franjinha
 
 
 Depois de um tempo meu cabelo foi ficando indefinido e maltratado, como se vê nas fotos. Apesar de todo o meu cuidado, hidratação, banhos de creme, ele ficava cada vez mais seco e indefinido.

 
Franja já cresceu um pouco, mas o cabelo começou a ficar indefinido.

No final de 2011 meu cabelo era uma indefinição só, então fui no salão para tentar algum tratamento, alguma coisa o que deixasse pelo menos hidratado. A cabelereira me sugeriu uma escova inteligente, e eu leiga no assunto, aceitei a sugestão e fiz. Até então eu ainda não conhecia o blog “Eu amo cabelo” da Carla Figueira, http://euamocabelo.blogspot.com.br/, que esclarece muito sobre esses tratamentos, e escovas, e o que se esconde por trás deles, tenho lido sempre e recomendo é super legal, sério e esclarecedor. Veja o post Escova de que?
Escova inteligente, que não tem química, não tem formol, e é equivalente a 20 hidratações. Foi isso que me disseram, e eu acreditei, depois lendo sobre o assunto nessa matéria descobri que escova disso, ou escova daquilo, é tudo a mesma coisa, só muda o nome, e um ou outro componente, tudo é QUÍMICA, e pode sim maltratar o cabelo.
Fiz a escova inteligente em dezembro, e fui passar o ano novo na praia... Resultado: cabelo mega destruído.

Depois da escova inteligente

 Cheguei em casa de volta e tomei uma decisão: Não vou mais fazer química. Fui ao salão e pedi pra cortar curtinho, pra tirar tudo o que estava com química, deixar só o cabelo bom.
A cabeleireira disse: Posso até cortar curtinho, mas e se você não gostar? Acho melhor cortar numa altura que dê para prender. - Combinado, e traque a tesoura. Eu estava decidida.
O resultado foi um cabelo curto, (pela orelha) e indefinido. Liso com escova e chapinha eu adorei, me amei de cabelo curto. Ao natural ele estava indefinido e armado. Mas eu estava decidida, agora ele iria crescer sem química, para voltar ao normal.

Curtinho com escova e chapinha
 
 
Curtinho natural
molhado é claro e depois de muito creme e pomada para tentar não armar
 

Não aguentei 3 meses, e fui pro salão fazer definitiva, porque aquela raiz crespa e o resto liso me incomodava muito. Voltei ao ciclo vicioso, alternando entre escova, progressiva e definitiva. Assumi de vez o liso. Eu tinha uma chapinha da taiff, bem conceituada, e muito boa por sinal, então comprei um secador da mesma linha, bem caro, mas tudo para manter o liso.

 
 

Nesse tempo continuei usando as linhas de shampoo, condicionador e etc, intermediárias. Usei Bioextrato, Pharmaervas e de tanto olhar e ler a respeito fiquei tentada a comprar Dove, Elséve, e por aí vai.
Sinto falta dos cachinhos? SIMMMMMMM, mas gosto do liso também, a única coisa que me incomoda no liso é a raiz crescida. E ela cresce rápido. Bonito, e liso mesmo, só fica até uns 15 dias após a escova, depois disso começa a aparecer a raiz cacheada, e quando eu me olho no espelho só enxergo isso... a raiz cacheada, e o cabelo liso. E tem que esperar mais 75 dias, no mínimo para fazer um retoque. Ou seja, cabelo lindo por 15 dias, guerra por 3 meses. Será que vale a apena?

 
Olha lá a raiz cacheada já aparecendo

aqui também, a raiz aparecendo e o cabelo fica meio quadrado... terrível.
 
Bom, como tudo sempre pode piorar, em maio deste ano, meu cabelo estava com muitas pontas duplas. Muitas, muitas, muitas! Fui, quer dizer, vim para a internet procurar soluções para este problema. Mesmo sabendo que não existe nada que possa “colar” as pontas duplas, e mesmo depois de ler o ótimo livro do Rodrigo Cintra, “Como seu cabelo pode transformar seu visual”, aliás vou fazer um post sobre esse livro. Mesmo depois de ler o próprio Rodrigo Cintra, dizendo que, para pontas duplas só tem uma solução, a vitamina T, de Tesoura! Mesmo assim, me fui procurar alguma solução mágica para o problema.
Não encontrei, é claro! Mas encontrei algo que eu nem estava procurando. Um produto milagroso, compatível com qualquer química, que apenas trata o cabelo, e dá uma alisada, um tal de “Zene Progress”.
Caí nesse conto do vigário bizarro. Como pude ser tão ingênua? Não existe química que seja compatível com qualquer química, é tão simples. Mas a gente só enxerga o quer enxergar. Recomendo novamente o Blog Eu amo Cabelo - Químicas.

Marquei com uma cabelereira nova, para cortar as pontas duplas. Cortar o cabelo pra mim já não é mais um terror. Adotei aquela máxima “cabelo cresce” e vamos ser feliz. Eu corto mesmo, melhor curto e bonitinho, do que compridão e detonado.
Acho lindo cabelo curto, amo de paixão aquele cabelo da atriz Maria Flor, quando ela fazia aquele seriado bem nada a ver da guria que tinha dois namorados, não me lembro do nome. Mas o cabelo curtinho e cacheado dela naquele seriado era lindo. Eu sei que o cabelo dela tem zero de volume, e o meu nunca vai chegar perto disso. Na verdade a única, cacheada, mas cacheada mesmo, que já vi de cabelo curto e lindo foi a Leandra Leal.
Maria Flor

Leandra Leal


Enfim, fui na cabelereira e pedi pra ela cortar o que precisasse para tirar as pontas duplas, e também que deixasse um corte reto, pois eu já estava cansada de repicados. Saí de lá com o cabelo escovado e um corte chanel lindo. Me amei.

 Foto tirada com o celular, ficou escura


Então fui comprar o Zene progress, compatível com qualquer química, que iria deixar meu cabelo liso e lindo por mais tempo, e eu podia fazer tudo isso em casa! Inclusive tem blog por aí dizendo que pode ser feito em cabelo com progressiva, definitiva e etc.
No dia 1 de maio, apliquei o Zene Progress conforme a indicação da embalagem. Eu deveria ficar 48 horas com o produto no cabelo, porém depois que a gente seca e escova o cabelo fica duro, (fica muito duro) e o cheiro não é nada agradável, resultado: não aguentei ficar as 48 horas, com 24h tive que lavar e tirar aquela nhaca fedida do meu cabelo.
Não aconteceu nada, meu cabelo continuou o mesmo. Aí você pensa que o negócio não fez efeito e está tudo bem. Ledo engano. A química ficou lá infiltrada no seu cabelo, escondidinha.
Mesmo assim esperei 30 dias para fazer um retoque de definitiva na raiz crescida que estava me incomodando. Achei que como esse produto era “compatível com qualquer química” não teria problemas. Fui na cabeleireira de sempre, e como toda criança arteira, não contei minha traquinagem. Fizemos a definitiva na raiz, e saí de lá, linda leve e solta!
Alguns dias depois, comecei a notar que meu cabelo estava caindo, fui verificar e constatei que era quebra. Fui mais a fundo olhando no espelho e vi que a quebra era bem próxima à raiz, na parte do cabelo em que havíamos feito a definitiva. Na hora me ocorreu que a definitiva devia ter “entrado em choque” (!) com o Zene Progress e o meu cabelo não estava resistindo. Entrei em pânico. Quebra de cabelo já é um pavor, e ainda na raiz .. Socorrooooooooo.

Gente, o desespero foi mesmo grande. Por isso quero deixar bem claro TODO PRODUTO QUE PROMETE ALISAR, RELAXAR, MUDAR A COR, CACHEAR, TEM QUÍMICA SIM. Não caia na enrolação de que é natural, de que é compatível com qualquer química, porque não é bem assim. Se o seu cabelo já tem química então, cuidado redobrado. Sempre desconfie, não existe produto milagroso, e não faça nada sem ter certeza absoluta do que estará aplicando no cabelo.
Ainda em pânico busquei na internet soluções para a quebra de cabelo. Pois não tinha coragem de ir na cabeleireira, afinal quem fez a besteira fui eu. Achei vários blogs e sites com muitas dicas bacanas, e lembrei do velho conselho do cabeleireiro lá das antigas para não usar shampoo de supermercado.
Achei em um site de uma moça com o mesmo problema de quebra no cabelo e que estava usando o shampoo Force Vector da L’Oreal, e anotei esse e vários outros produtos, confiáveis para tratar o meu problema. Fui na Lafi (única loja especializada em cosméticos aqui da minha cidade). Eu, geralmente, não gosto de vendedoras no meu pé, gosto de passear pela loja fuçando os produtos e lendo os rótulos. Mas como não encontrei esse shampoo nas prateleiras da loja, e eu estava desesperada, fui perguntar à vendedora.
Ela me disse que essa linha era profissional, e que eles não trabalhavam com ela, mas tinha a linha profissional da Alfaparf que era da mesma qualidade. E me levou para o fundo da loja, num cantinho atrás do balcão, onde ficavam escondidinhas as linhas profissionais. (a-rá achei o esconderijo). Me perguntou para que tipo de cabelo eu precisava eu disse: - para cabelos absolutamente destruídos e quebrados! Ela indicou a linha Midollo di Bamboo, para reconstrução. Mas eu falei que iria precisar de um pouco de hidratação e nutrição antes de reconstruir, então ela indicou a linha Nutri Seduction. 



 

Sobre o preço? Prefiro não comentar. É bem caro. Quer dizer, se comparar a super marcas importadas, não é caro, mas se comparar aos “shampoos de supermercado”, o preço fica bem salgado. Como o meu desespero era grande, e a voz do cabeleireiro, lá das antigas, ecoava na minha cabeça dizendo: “Não use shampoo de supermercado” peguei. A vendedora que foi super simpática e atenciosa me explicou tudinho. Como funcionava, para o que servia e como usar. Sugeriu que usasse as duas linhas, alternando uma e outra. Achei boa a ideia, e saí de lá com shampoo, condicionador, máscara, creme pra pentear, ampolas de tratamento e um rombo no cartão de crédito.  
Agora estou tentando reconstruir meu cabelo. A quebra já diminuiu bastante, mas ainda está quebrando um pouco. Quando vou pentear, para qualquer lugar que eu abro o cabelo, aparecem os fios que quebraram e agora estão curtinhos. São muitos. Acho que logo estarei de franja, por causa de tantos fios que quebraram bem na frente e no alto.


 
Nas fotos não aparece muito bem, mas são muitos fios quebrados, nessa altura em que estou segurando, é bem perto da raiz.


Por tudo isso, estou tratando do cabelo com a linha profissional da Alfaparf, e decidi que chega de química. O que eu gastei ou poderia gastar em química, eu posso comprar esses shampoos, máscaras e cremes melhores que eu sempre achei caros. Mas que, pensando bem, sairiam bem mais baratos do que retocar raiz, ou fazer progressiva a cada 3 meses no salão.
Não estou tentando convencer ninguém a não fazer química, ou a deixar o cabelo virgem, porque toda a química é ruim, não é isso. Só quero que se pense bem antes de fazer esses procedimentos. Que talvez uma química mais leve seja melhor do que se jogar de cabeça em uma progressiva ou definitiva.
Para quem tem os cabelos lisos, mas um pouco indefinidos a progressiva é ótima. Mas quem tem cachos desde a raiz como eu, é muito sofrimento quando o cabelo começa a crescer.

Se você leu até aqui, obrigada. Meu maior objetivo contando a trajetória do meu cabelo é que quando eu achar que quero desistir, e resolver fazer mais uma química porque não aguento minha raiz crespa, eu venha aqui, leia tudo isso e pense, NÃO VOU MAIS MALTRATAR MEU CABELO. Vou aguentar mais um pouco assim, para deixá-lo crescer ao natural e ter meus cachinhos de volta.
Postar um comentário