6 de setembro de 2012

Especial Lilica


Já faz algum tempo que escrevi contando a história do Leopoldo. Agora chegou a vez da Lilica!
A Lilica é minha menininha.
Quando o Léo fazia uns 2 meses que o Léo estava com a gente, o meu marido comentou que o dono de uma  oficina, que ficava perto da casa da mãe dele, cuidava de uma gatinha, e essa gatinha tinha dado cria... e que ele - o dono da oficina - queria doar a filhotinha.
Eu disse: - vamos esperar um pouco, adaptar o Léo primeiro, nem sei se temos  condição de criar 2 gatos - e a conversa ficou por aí.
Um belo sábado ele chega com uma grande caixa de papelão na mão, dizendo que tinha um presente para mim.
Estranhei porque a caixa tinha uns furos, mas não imaginei que seria um gato :)
Abri a caixa e lá estava um negócinho bem pequenino que miava. Falei pra ele que era pra esperar um pouco, que ela tinha que mamar na mãe dela até ficar fortinha, mas ela já estava lá em casa. Devia ter 1 mês e meio ou dois no máximo, assim de cara achei tão feinha.
Mas então vamos lá né, vamos cuidar dessa miniaturinha de gato.
Demos o nome de Lia, e com o passar do tempo o apelido Lilica foi pegando. Mostramos a casa, o irmão gato e a caixinha de areia à ela, e ela aprendeu rapidinho, mas o irmão gato não gostou muito. Fez uns fuzzzz pra ela e se afastou, fiquei pensando em como adaptar os dois. Seria difícil.
Na primeira noite, a coitadinha devia estar muito assustada e foi se esconder em um colchão de acampamento, que eu guardava enrolado, num cantinho entre a parede e o guarda-roupas. Acordei, de madrugada, com um miadinho incessante. Levantei e fui procurar a nova moradora. Procura daqui, procura dali e nada de achar, última tentativa, desenrolei o tal colchão e lá estava ela, no meio.
Com mais ou menos 2 semanas de convivência os dois já estavam dormindo juntinhos, não brigavam mais, nem faziam fuzzzzz, e a Lilica não miava mais no meio da noite.
Ela se comporta como uma mocinha, é toda delicadinha... uma fofura. Cansou de me dar susto naquela casa onde morávamos pois eu costumava deixá-los sair para passear lá fora enquanto eu estivesse em casa.Eles aprenderam a abrir as janelas basculantes, fugiam até pela janela do banheiro.
Cansei de procurar a Lilica quando eu saia pra trabalhar e não achava em lugar nenhum, finalmente com o coração na mão eu resolvia ir trabalhar (mega atrasada) abria a gaveta para pegar uma meia e sair e lá estava ela, dormindo entre as meias, na gaveta do criado mudo.
Até hoje não entendo como ela entrava ali, o criado mudo ficava encostado na parede, e rente ao chão. Será que ela cabia entre o criado mudo e o rodapé? Mas como, além disso, entrava na gaveta fechada? Isso não aconteceu uma ou duas vezes... foram várias. Depois de um tempo, é claro, já sabia, quando não achava a Lilica era só procurar na gaveta das meias. Mas nunca descobri como ela se teletransportava pra lá.


Tomando um banho!


Com cara de "hã?"


Dormindo juntinho com o Léo.







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