25 de janeiro de 2011

Viver ou Juntar dinheiro?

Pois então, outro dia lendo a revista Você S/A fiquei impressionada com os jovens que conseguiram ficar milionários. Tipo assim, tinha um rapazinho lá que economizava quase todo o salário, então fiquei pensando e será que esse cara vive? Ou será que ele só trabalha, trabalha, trabalha? Porque se ele vive só pra trabalhar, que graça tem a vida, e pra que ele quer economizar tanto dinheiro se não tem tempo de viver?
Achei as dicas que eles deram e até as sugestões da revista como "você também pode ficar milionário", tudo muito absurdo, achei sem noção mesmo, parece que a revista queria impor que para ser feliz você tem que ser milionário aos 30 e que só é inteligente quem guarda dinheiro, quem investe e bla bla bla, mas acabei por me convencer de que eu penso pequeno, eu não tenho auto disciplina e etc...
Então outro dia recebi um e-mail com o título: "Viver ou Juntar Dinheiro?", quando li, lembrei de cara da tal matéria (de capa) da revista, e fiquei feliz por não ser a única a pensar que o dinheiro tem que ser usado, que não precisamos cair no endividamento, mas que uma pizza ou um supérfluo de vez em quando não mata ninguém.
Adorei mesmo o texto e recomendo, dizia no e-mail que é do Max Gehringer, mas não consegui confirmar.

Viver ou juntar dinheiro? (Max Gehringer)


Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. Aprendi, por exemplo, que se tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, nos últimos quarenta anos, teria economizado 30 mil reais. Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais. E assim por diante. Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. Para minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionário. Bastaria não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei. Principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.
Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 500 mil reais na conta bancária. É claro que não tenho esse dinheiro. Mas, se tivesse, sabe o que esse dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar em itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que quisesse e tomar cafezinhos à vontade.
Por isso, me sinto muito feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer. E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com uma montanha de dinheiro, mas sem ter vivido a vida.
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